Jornalista lança livro sobre o discurso da imprensa sobre a política de cotas para negros

O Senado lançou na última quinta-feira (27/10), como parte da Semana de Comemoração do Dia do Servidor Público o livro “A polêmica construída – racismo e discurso da imprensa sobre a política de cotas para negros”.

O lançamento tornou-se possível em razão do programa de seleção e publicação de teses, dissertações e trabalhos acadêmicos de servidores da Casa selecionados por concurso. O livro é a tese de doutoramento em linguística pela Universidade de Brasília de André Ricardo Nunes Martins, jornalista da TV Senado e membro da Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial, Cojira-DF.

A pesquisa analisou o debate na imprensa sobre a política de cotas em textos de três jornais diários entre os anos de 2002 e 2003. A análise mostra o impasse sobre a ampliação da democratização na sociedade brasileira vista pela perspectiva do enfrentamento das desigualdades raciais.


Serviço:  
A polêmica construída – racismo e discurso da imprensa sobre a política de cotas para negros
Preço: R$ 10,00
Como comprar: www.senado.gov.br/livraria

Cojira participa de debate sobre reforma política

A Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial do Distrito Federal (Cojira-DF) confirmou presença no debate sobre “Reforma Política na Visão dos Movimentos Sociais”, promovida pela Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal, que acontecerá no próximo dia 16 de Maio de 2011, a partir das 9h, no plenário nº 2, Ala Senador Nilo Coelho do Senado Federal, em Brasília.

Além da Cojira-DF, participam também, o Movimento de Combate a Corrupção Eleitoral, a Ordem dos Advogados do Brasil, INESC, Cfemea, União Brasileira dos Estudantes Secundaristas, União Nacional dos Estudantes, Força Sindical, Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil , Central Geral dos Trabalhadores do Brasil, CUT, Nova Central Sindical de Trabalhadores, União Geral dos Trabalhadores, Fórum Social dos Trabalhadores, Afropress e o MNU -DF.

Audiência Pública debate o Estatuto de Igualdade Racial e a Seppir

A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa vai realizar na segunda-feira, 28, às 10 horas, uma audiência pública, de autoria do senador Paulo Paim, para debater o “Estatuto da Igualdade Racial e os oito anos da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR)”. A audiência pública acontece no Anexo II, Ala Senador Nilo Coelho, Plenário 2, Senado Federal.

Fonte: Seppir

Fenaj pede apoio a Sarney para PEC que restabelece obrigatoriedade do diploma de jornalista

Em reunião nesta quarta-feira (23) com o presidente do Senado, José Sarney, o senador Inácio Arruda (PCdoB-CE), representantes da Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj) e de sindicatos da categoria pediram apoio para que a Casa dê prioridade à votação da proposta de emenda à Constituição (PEC 33/09) que restabelece a obrigatoriedade do diploma de jornalismo para o exercício da profissão.

De acordo com o presidente da Fenaj, Celso Schröder, a reunião com Sarney marca o reinício da campanha pela aprovação da PEC.

– A visita ao presidente Sarney marca o reinício da campanha dos jornalistas brasileiros pela retomada da aprovação da PEC que reintroduzirá a obrigatoriedade do diploma de jornalista para o exercício profissional – disse após a reunião.

Já aprovada pela CCJ, a matéria tramita sob a forma de substitutivo e aguarda análise do Plenário do Senado em dois turnos de votação. De acordo com Inácio Arruda, relator da matéria na comissão, a ideia é colocar a proposta em votação após a apreciação de medidas provisórias que aguardam deliberação do Senado.

– Devemos votar medidas provisórias no máximo em duas semanas. Daí em diante, a pauta ficará livre por pelo menos 15 dias. Essa é a grande oportunidade de ter a votação da PEC dos jornalistas, que recebeu votação quase que unânime na nossa comissão de Justiça – disse Inácio Arruda.

A PEC, de iniciativa do senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), estabelece que a profissão de jornalista é privativa do portador de diploma do curso superior de Comunicação Social, com especialização em Jornalismo, expedido por instituição oficial de ensino.

Em junho de 2009, o Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou a necessidade do diploma, argumentando que restringia a liberdade de expressão. Para Schröder, no entanto, a interpretação do STF foi equivocada.

– A liberdade de expressão do cidadão vai ser garantida através de um jornalismo responsável, de um jornalismo bem feito, e isso só é possível com profissionais comprometidos com a sociedade brasileira – argumentou.

Fonte: Rodrigo Baptista / Agência Senado