Guia: Igualdade de Raça & Etnia e a Educação de crianças e adolescentes

O estudo apresenta o resultado do monitoramento de notícias sobre a agenda da infância, raça e etnia em 39 jornais impressos ao longo de 2009. A Educação é o tema de maior destaque. No entanto, a maioria das pautas abordou o sistema de cotas, em detrimento de outras políticas importantes para a valorização cultura e diminuição das diferenças sociais, como a Lei do Ensino da História Afrobrasileira ou Africana.

Clique aqui para baixar a publicação.

Fonte: http://www.andi.org.br/infancia-e-juventude/publicacao/igualdade-de-raca-etnia-e-a-educacao-de-criancas-e-adolescentes

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4ª edição do Latinidades começa dia 23

Festival se consolida como importante espaço de discussão dos direitos das mulheres e reúne especialistas para discutir a situação da mulher negra no mercado de trabalho.

Além de debates, seminários, programação cultural e desfile de moda, o evento será palco do lançamento da Campanha Nacional Pela Eliminação da Violência Contra a Mulher com a participação da cantora Margareth Menezez, que fará um grande show de encerramento, celebrando o Ano Internacional dos Afrodescendentes.

De 23 a 25 de novembro de 2011 a produtora social Griô Produções realiza, no Expobrasília Parque da Cidade, em Brasília, a 4ª edição do Latinidades – Festival da Mulher Afro Latino Americana e Caribenha. O evento integra a programação da Conferência de Desenvolvimento – CODE/IPEA. No dia 25/11, o encerramento acontecerá, a partir das 19h, com um desfile em homenagem as orixás femininas, Rádio Afrolatina e show da cantora baiana Margareth Menezes. Para saber mais acesse o site http://www.afrolatinas.com.br/.  Todas as atividades são gratuitas.

A edição 2011 tem como tema “Mulheres Negras no Mercado de Trabalho”, com as mesas  “Desigualdades de gênero e raça no mercado de trabalho”, “Trabalho Doméstico”, “ Pesquisadoras Negras”, “Previdência Social”, “Linhas de crédito e incentivos aos afro- negócios” e “Trabalhadoras do campo”. As inscrições podem ser feitas no site http://www.ipea.gov.br/code

 A homenageada será Dona Raquel Trindade, artista plástica, dançarina, coreógrafa, poetisa e mestra griô. O projeto foi pensado como forma de dar visibilidade ao histórico de lutas e resistência da mulher negra na América Latina e trazer temas relacionados ao machismo, racismo, sexismo e superação de desigualdades, com recorte de gênero e raça.

 A homenageada

Raquel Trindade Souza é a filha mais velha do grande poeta negro Solano Trindade. Pintora, dançarina, coreógrafa, grande conhecedora da história e cultura afro-brasileira, é considerada uma das maiores memórias vivas no Brasil. Fundadora do Teatro Popular Solano Trindade e da Nação Kambinda de Maracatu, sempre ministrou cursos e oficinas livres por todo o país, principalmente no Embu das Artes, São Paulo, onde segue enraizada.

 SERVIÇO:
4ª edição do Latinidades – Festival da Mulher Afro Latino Americana e Caribenh
Realização: Griô Produções e Pretas Candanga
Patrocínio: Petrobrás
 Apoio: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – IPEA, Secretaria de Cultura do DF, Central Única dos Trabalhadores – CUT, Onu Mulheres, Sindicato dos Professores do DF – Sinpro, Associação dos Servidores do Ministério Publico Federal – ASMPF, Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades – CERT e Triskelion Produções.
 Data: De 23 a 25 de novembro de 2011
 Local: Expobrasília, no Parque da Cidade (Parque da Cidade Sarah Kubitschek Pavilhão de Exposições Estacionamento 1)
*Inscrições gratuitas no http://www.ipea.gov.br/portal/index.php?option=com_jforms&view=form&id=15

 Confira a programação completa: http://www.afrolatinas.com.br/

*Para participar dos seminários é imprescindível a inscrição no site da 2ª CODE/IPEA
Contatos: (Coordenação) – 61 7814-2907/3046-0050 (Imprensa) – 61 9815-2087

Redes sociais:
Página no Facebook:  Griô Produções
Twitter: @Afrolatinidades
Teaser no Youtube:  http://www.youtube.com/user/GrioProducoes#p/a/u/2/ELACy7yFQig 

 SHOW de encerramento:  MARGARETH MENEZEZ
Data: 25 de novembro de 2011
Horário: A partir das 19h
Ingressos: Entrada gratuita
Classificação Indicativa: 15 anos

PROGRAMAÇÃO 2011 –  23 a 25 de novembro

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Cojira-DF divulga Caderno de Pautas para fomentar cobertura sobre igualdade racial

Em razão das comemorações do mês da consciência negra, celebrado em novembro, a Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial do Distrito Federal (Cojira-DF), decidiu por elaborar e divulgar um produto, por nós denominado Caderno de Pautas e Fontes “16 Ideias”, com o intuito de fomentar, subsidiar e instigar coberturas jornalísticas que digam respeito ao tema igualdade racial. 

O caderno foi enviado para editores e jornalistas do Distrito Federal, na última sexta-feira (11/11), um dia após a sanção pela presidente Dilma Roussef da Lei 12.519, que institui, o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, a ser comemorado, anualmente, no dia 20 de novembro, data do falecimento do líder negro Zumbi dos Palmares. 

Clique aqui para acessar o Caderno de Pautas e Fontes “16 Ideias”.

Primeira Jornada de Cinema Negro de Brasília

Entre 16 e 20 de novembro, acontece a Primeira Jornada de Cinema Negro de Brasília. O evento promovido pela Secretaria de Cultura do Governo do Distrito Federal (GDF), acontece no Cine Brasília e conta com exibições também em Varjão, Ceilândia, Estrutural e São Sebastião, cidades do entorno do Plano Piloto. 

Clique na imagem para ver a programação.

Jornalista lança livro sobre o discurso da imprensa sobre a política de cotas para negros

O Senado lançou na última quinta-feira (27/10), como parte da Semana de Comemoração do Dia do Servidor Público o livro “A polêmica construída – racismo e discurso da imprensa sobre a política de cotas para negros”.

O lançamento tornou-se possível em razão do programa de seleção e publicação de teses, dissertações e trabalhos acadêmicos de servidores da Casa selecionados por concurso. O livro é a tese de doutoramento em linguística pela Universidade de Brasília de André Ricardo Nunes Martins, jornalista da TV Senado e membro da Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial, Cojira-DF.

A pesquisa analisou o debate na imprensa sobre a política de cotas em textos de três jornais diários entre os anos de 2002 e 2003. A análise mostra o impasse sobre a ampliação da democratização na sociedade brasileira vista pela perspectiva do enfrentamento das desigualdades raciais.


Serviço:  
A polêmica construída – racismo e discurso da imprensa sobre a política de cotas para negros
Preço: R$ 10,00
Como comprar: www.senado.gov.br/livraria

Livro: Experiências da emancipação

Coletânea da Selo Negro Edições apresenta artigos sobre personalidades, instituições e movimentos negros que tiveram importância fundamental na construção da sociedade brasileira pós-abolição e lutaram contra o racismo, o preconceito racial e a desigualdade.

Apesar dos avanços observados nas últimas décadas, a historiografia brasileira ainda aborda o tema do negro partindo quase exclusivamente de duas vertentes: a da escravidão e a das relações raciais no país. O resultado é que a população e os estudiosos deixam de conhecer personagens, instituições e movimentos negros que se destacaram depois da abolição, ocorrida em 1888. Com o objetivo de preencher essa lacuna, Flávio Gomes e Petrônio Domingues organizaram a coletânea Experiências da emancipação (Selo Negro Edições, 312 p., R$ 74,90). São 11 artigos escritos por pesquisadores das principais universidades do país e dois produzidos por historiadores norte-americanos. Longe de adotar uma linguagem acadêmica, os textos tornam acessíveis informações imprescindíveis para compreender as lutas pela igualdade no país.

O período estudado – 1890 a 1980 – mostra um Brasil marcado por fortes contrastes e pouco ou nenhum acesso da população afrodescendente a direitos básicos como saúde, moradia e educação. Da consolidação da República ao êxodo rural, das disputas por poder às ditaduras instituídas em 1930 e em 1964, foram muitos os negros que, de forma pública ou anônima, procuraram combater o preconceito e a desigualdade.

No primeiro capítulo, Flávio Gomes aborda a Guarda Negra, espécie de milícia que participou do debate abolicionista e assustou muitos poderosos no final do século XIX. Em seguida, Wlamyra Albuquerque escreve sobre os ecos do abolicionismo no discurso e nos atos de Ruy Barbosa, um dos nossos maiores representantes políticos.

Maria das Graças Leal apresenta a trajetória de Manuel Querino, intelectual envolvido nos círculos literários, nas lides políticas e operárias e também no ambiente das invenções africanas populares. O quarto texto da coletânea, assinado por Paulo Staudt Moreira, reconstrói as vivências e as memórias do também intelectual Aurélio Viríssimo de Bittencourt, destacado abolicionista do Rio Grande do Sul.

Logo a seguir, Beatriz Loner resgata a história peculiar de Antônio Baobad, importante personagem da imprensa negra e militante da defesa dos direitos dos afro-brasileiros. Depois é a vez de Kim Butler analisar as organizações negras nos centros urbanos de Salvador e São Paulo da década de 1930.

O sétimo capítulo, assinado por Petrônio Domingues, retrata a atuação da Federação dos Negros do Brasil, importante organização associativa também surgida nos anos 1930 que lançou bases para outros grupos semelhantes. Na mesma linha, o estudo panorâmico de Michael Mitchell apresenta um painel referente a essas organizações negras no período compreendido entre 1915 e 1964, destacando a Associação de Negros Brasileiros (ANB) e seus manifestos.

O estudo biográfico reaparece no capítulo escrito por Karla Nunes, que examina a vida de Antonieta de Barros – professora precursora da luta de políticos afrodescendentes no parlamento e primeira mulher a participar da Assembleia Legislativa de Santa Catarina.

O décimo capítulo da coletânea, escrito por Joselina da Silva, analisa a criação e as ações da União dos Homens de Cor, que estendeu sua influência por diversas cidades brasileiras e teve papel significativo nos debates com outras organizações negras contemporâneas.

A seguir, Maria do Carmo Gregório apresenta aos leitores as diversas facetas de Solano Trindade, poeta, ator e pintor comunista responsável pela fundação do notório Teatro Popular Brasileiro, com forte atuação no movimento folclórico.

Elizabeth Viana analisa a trajetória de Lélia Gonzalez, que se envolveu em candentes debates teóricos, políticos e parlamentares, e é hoje uma das maiores representantes do movimento de mulheres negras.
A coletânea se encerra com um artigo de Karin Sant’Anna Kössling a respeito dos movimentos sociais negros em plena ditadura militar de 1964, especialmente o Movimento Negro Unificado (MNU) – pioneiro na luta pelos direitos humanos.

“O painel esboçado nesta coletânea abrange personagens, instituições e movimentos que leram o mundo de acordo com diferentes experiências históricas e, a partir daí, cumpriram um papel ativo na construção da cidadania dos negros brasileiros”, afirmam os organizadores. Já estava na hora de alguém contar essas histórias.

Os organizadores

Flávio Gomes é professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, atuando nos programas de pós-graduação em História Comparada e em Arqueologia. Licenciado em História pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, é bacharel em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, mestre em História Social do Trabalho e doutor em História Social pela Universidade Estadual de Campinas. Publicou livros, coletâneas e artigos em periódicos nacionais e estrangeiros. Atualmente desenvolve pesquisas na área de história comparada.

Petrônio Domingues é doutor em História Social pela Universidade de São Paulo (USP) e professor adjunto do Departamento de História da Universidade Federal de Sergipe (UFS). Publicou, entre outros trabalhos, o livro A nova abolição (Selo Negro, 2008). Atualmente, desenvolve pesquisas sobre populações da diáspora africana no Brasil e nas Américas, pós-emancipação, movimentos sociais, identidades, biografias, multiculturalismo e diversidade etnorracial.

Título: Experiências da emancipação
Subtítulo: Biografias, instituições e movimentos sociais no pós abolição (1890-1980)
Organizadores: Flávio Gomes e Petrônio Domingues
Editora: Selo Negro Edições
Preço: R$ 74,90
Páginas: 312 (17 x 24)
ISBN: 978-85-87478-50-4

Atendimento ao consumidor: 11-3865-9890
Site: http://www.summus.com.br

Ana Paula Alencar
Grupo Editorial Summus
11-4787-1322 / 11-9771-7336
email: imprensa@gruposummus.com.br
MSN: anapaulaalencar_1@hotmail.com

Skype: anapealencar

Qual a cor da comunicação no Brasil?

Por Pedro Caribé

Entre os dias 17 e 22 de outubro entidades e ativistas da sociedade civil brasileira realizam atividades que integram a Semana da Democratização da Comunicação (Democom). Temos a difícil missão de reverter agenda dos veículos tradicionais que tentam nos dar a pecha de autoritários, e explicar que defendemos a liberdade de expressão na sua inteireza e beleza. Explicar que o maior obstáculo para essas reformas são aqueles que controlam a informação por interesses políticos, religiosos, comerciais e até transnacionais; não só nas rádios, TV´s, jornais impressos, mas também na nova vastidão da internet, redes sociais, e nas mesclas entre essas mídias devido a convergência tecnológica. Explicar o quão o não reconhecimento da comunicação enquanto direito inviabiliza a democracia no país.

A medida que a pauta é destrinchada vamos nos deparando com a dificuldade de explicar e mobilizar os que mais urgem participar efetivamente deste ambiente de sociabilidade, economia e conhecimento. Quem são os indivíduos renegados aos direitos civis, políticos e sócio-culturais e que, provavelmente, somente uma mudança civilizatória poderá os integrar neste momento histórico no qual as tecnologias da informação e comunicação são pilares do poder?

No Brasil, não teremos dúvidas em responder que a população negra predomina nestas estatísticas. O pior é que esta resposta é inspirada numa ilação. Não temos dados objetivos de como os negros e negras se comportam no mundo midiático. Quantos de nós têm autorização para explorar concessões de rádio e TV no país? Quantos de nós são profissionais nas redações, nos set´s de cinema e no desenvolvimentos de novas tecnologias? Como nos apropriamos das redes sociais, games e softwares? Quantos de nós têm computador e internet em alta velocidade? Como temos participado dos meios públicos, comunitários ou estatais? Nossa produção audiovisual é referendada com fomento e tem espaço para distribuição?

Esta falta de informação sobre nossa realidade “digital” é lacuna que evita termos nosso lugar de fala consolidado até nos espaços que concentraram as mobilizações da sociedade civil, a exemplo da Semana de Democom, I Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), fortalecimento do Sistema Público de Radiodifusão, a luta pela instalação dos Conselhos de Comunicação, a campanha Banda Larga é um Direito Seu!, e a recente consulta pública do novo Marco Regulatório das Comunicações.

A dificuldade para reverter este panorama não é das menores. Passa por enfrentamento e conscientização também dentro de setores progressistas, nos quais fazemos parte muitas vezes, seja por integrar organizações, universidades, sindicatos, movimentos sociais ou mesmo pequenos empresários do setor. Eis que o Correio Nagô dedicará os próximos dias para essa missão, e com certeza, teremos resultados proveitosos em curto e longo prazo.

Pedro Caribé – jornalista, integra o Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social e o Centro de Comunicação, Democracia de Cidadania da Facom/UFBA.