Serginho fala dos desafios à frente do CNPIR

Sérgio Pedro da Silva, o popular Serginho, membro das coordenações do Distrito Federal e nacional da Unegro, é um unegrino de muita luta que acaba de assumir a Secretaria-Executiva do Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial (CNPIR), órgão consultivo da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR).

Nesta entrevista ele fala sobre a sua nova tarefa institucional,dos desafios de dirigir o CNPIR, das ações do Conselho, das atividades da Unegro e do movimento negro em geral.

Natural de Recife (PE), onde começou a militância no movimento estudantil, Serginho é jornalista e designer gráfico. Chegou a Brasília no ano de 1994. Aqui inensificou sua militância no movimento sindical e na Unegro, sendo eleito presidente da entidade no Distrito Federal em 2007. Dois anos depois foi eleito secretario geral da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras– Seção Distrito Federal (CTB/DF).

Serginho foi assessor político da Diretoria do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos do Distrito Federal e Região do Entorno – SINTECT/DF de 1999 a início de 2011. É membro da Coordenação Nacional da UNEGRO desde 2007. Participou da fundação do Fórum Permanente Educação e Diversidade Étnico-racial do Distrito Federal e foi coordenador nacional do Congresso Nacional de Negras e Negros do Brasil, representando o Distrito Federal – 2007-2008.

Membro fundador da Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial do Distrito Federal (Cojira-DF), Serginho também foi articulador do Fórum de Entidades Negras do Distrito Federal, membro da Comissão Organizadora do 1º Encontro Nacional de Combate ao Racismo da CTB, membro da Comissão Organizadora da 2° Conferência Distrital de Promoção da Igualdade Racial do Distrito Federal e membro do Fórum Permanente Educação e Diversidade Étnico-racial do Distrito Federal. Atualmente, estuda Licenciatura da Computação pelo Centro Universitário Claretiano.

 Qual é a função do secretário-executivo do CNPIR?
Serginho –
Bom, tem como finalidade prover as condições para o cumprimento das suas competências do CNPIR, por meio da promoção do necessário apoio técnico, logístico e administrativo.

 Quais desafios você tem à frente dessa nova trincheira de luta?
Serginho –
O desafio é conciliar a função técnica, administrativa, com a ação política, pois lidamos com a sociedade civil e o poder público. Mas é a sociedade organizada que traz grandes contribuições para a formulação de políticas públicas, são os segmentos organizados que estão na ponta onde toda a ação governamental é aplicada, além de serem fiscalizadores dessas ações.

Quando foi criado o CNPIR? E nesse período quais foram os seus principais encaminhamentos?
Serginho –
O Conselho foi criado em 23 de maio de 2003 pela Lei 10.678, no inicio do governo Lula. Vejo que as duas conferências nacionais foram os grandes momentos do CNPIR, pois trouxe toda a sociedade para o debate da igualdade racial, governo e sociedade.

Especificamente, quais os encaminhamentos o CNPIR faz?
Serginho –
O Conselho é consultivo, porém, tem por finalidade propor, em âmbito nacional, políticas de promoção da igualdade racial, com ênfase na população negra e outros seguimentos étnicos da população brasileira, com o objetivo de combater o racismo, o preconceito e a discriminação racial e de reduzir as desigualdades raciais, inclusive no aspecto econômico e financeiro, social, político e cultural, ampliando o processo de controle social sobre as referidas políticas.

Qual a importância para a Unegro ter um de seus coordenadores nessa função?
Serginho –
A importância é a nossa contribuição para o avanço das políticas de promoção da igualdade racial e principalmente o de colaborar com o governo Dilma. Fizemos isso nos oito anos de Lula, cedendo bons quadros para desenvolver o trabalho junto com a equipe da SEPPIR. Cito o Benedito Cintra e o Alexandro Reis. Nesse momento, eu e o Carlos Alberto, que é o Ouvidor, estamos cumprindo essa tarefa.

 O que o cidadão comum pode fazer para ter demanadas coletivas e individuais encaminhadas pelo CNPIR?
Serginho –
Olha, coletivamente já é a natureza do Conselho, por ser um colegiado, onde temos representantes de vários segmentos da sociedade, que vai da religião ao hip hop, dos árabes aos ciganos, portanto, temos uma diversidade e uma coletividade representativa. Na questão individual, acredito que toda ação está diretamente influindo na vida da população, por exemplo é a garantia de assistência a saúde da população negra.

Comente um pouco sobre o atual estágio de organização da Unegro no DF e nacionalmente.
Serginho –
A Unegro no DF está no momento bom, cada vez mais vem se consolidando como uma força do movimento negro, sendo reconhecida pelas demais forças. Agora estamos na fase de formação de novos quadros e com o Congresso Nacional da UNEGRO a ser realizado aqui em Brasília no mês de novembro, fortaleceremos ainda mais a nossa entidade. Sobre a entidade nacionalmente, o 3º Congresso no Rio de Janeiro em 2007 demonstrou que estamos no caminho certo. Hoje posso afirmar que somos a maior entidade no Brasil, são vinte e cinco Estados. Qual a entidade nesse nível?

Quais os desafios da Unegro no DF?
Serginho –
Operar o congresso nacional e sair da informalidade. Temos bons quadros e esse número vem crescendo.

Quais os desafios para o movimento negro em geral?
Serginho –
Estamos na primeira etapa do combate ao racismo, mas vejo que estamos construindo as bases para o futuro e isso passa pela educação, trabalho, saúde e desenvolvimento. Agora, o Brasil já está no centro das decisões, precisamos nós ocupar nosso lugar.

Fonte: Unegro http://unegrodf.blogspot.com/2011/04/entrevista.html
Notícia publicada originalmente em 27/04/2011

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Reunião da Frentecom com o ministro Paulo Bernardo será nesta quinta (28), em Brasília, às 9h

O ministro das comunicações, Paulo Bernardo, irá se reunir nesta quinta-feira (28/04) com a Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e o Direito à Comunicação com Participação Popular. A reunião, primeira atividade da Frente depois do ato de lançamento que ocorreu no dia 19, será aberta e acontecerá no plenário 10 da Câmara dos Deputados, às 9h. A reunião contará com a presença de parlamentares e entidades da sociedade civil que integram a Frentecom.

Devem ser discutidas na reunião com o ministro, entre outras pautas, o anteprojeto de novo marco regulatório do setor, o Plano Nacional de Banda Larga, e algumas propostas prioritárias, entre as mais de 600 aprovadas na 1ª Conferência Nacional de Comunicação, realizada em dezembro de 2009.

Data: 28 de abril de 2011 (quinta-feira)
Hora: 9h
Local: Plenário 10, Anexo II, Câmara dos Deputados

Fonte: Cecília Bizerra Sousa

Acervo da revista norte-americana Ebony está disponível para leitura

Todas as edições da revista Ebony (archives) estão disponíveis no site da revista para leitura. A coleção traz mais de 60 anos de história. Devido a uma parceria com o Google, as edições podem ser lidas no Googlebooks.

Frente pela Liberdade de Expressão promove reunião nesta quarta-feira em Brasília

Acontece nesta quarta-feira (27/04), a partir das 14h,na sala de reuniões da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, em Brasília, a primeira reunião da Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e o Direito à Comunicação com Participação Popular (Frentecom), após o seu lançamento, ocorrido em meados do mês de abril.

Na reunião, parlamentares e representantes de entidades da sociedade civil, que compõem a coordenação da Frente, inclusive a Cojira-DF, representando a Conajira, prepararão a pauta para a audiência, com o Ministro das Comunicações, Paulo Bernardo Silva, agendada para o dia seguinte, quinta-feira (28/04)

Serviço:
Data:
27/04/2011 (quarta-feira)
Hora:
14h
Local:
Sala de reuniões da CDHM (Anexo II, Pavimento Superior, Sala 185

Livro: Sueli Carneiro

Título: Sueli Carneiro
Autor: Rosane da Silva Borges
Editora: Selo Negro Edições
Coleção: Retratos do Brasil Negro
Edição: 1a
Páginas: 104
Ano: 2009
Local: São Paulo
ISBN: 9788587478368

Livro: A cor do preconceito

Título: A cor do preconceito
Autor: Carmen Lucia Campos e Sueli Carneiro
Editora: Atica
Edição: 2ª Edição – 2006
Coleção: Jovem cidadão
Número de Páginas: 136
Local:
ISBN:
9788508109371

Livro: Racismo, sexismo e desigualdade no Brasil

Título: Racismo, sexismo e desigualdade no Brasil
Autor: Sueli Carneiro
Edição: 1a
Editora: Selo Negro
Coleção: Consciência em Debate
Ano: 2011
Local: São Paulo
Número de Páginas: 192
ISBN: 9788587478467