Primeira Jornada de Cinema Negro de Brasília

Entre 16 e 20 de novembro, acontece a Primeira Jornada de Cinema Negro de Brasília. O evento promovido pela Secretaria de Cultura do Governo do Distrito Federal (GDF), acontece no Cine Brasília e conta com exibições também em Varjão, Ceilândia, Estrutural e São Sebastião, cidades do entorno do Plano Piloto. 

Clique na imagem para ver a programação.

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Caixa corrige propaganda com Machado de Assis

A Caixa depois de identificar o escritor Machado de Assis como um homem branco, reconhece o erro e relança propaganda com ator negro.

Veja o video

Nota da Seppir sobre a Campanha dos 150 anos da Caixa Econômica Federal

A CEF tem, em muitos momentos, assegurado em seus anúncios a representação da diversidade étnico-racial e de gênero. A homenagem ao poeta Oliveira Silveira no 20 de Novembro de 2009/2010, é um exemplo significativo de reconhecimento da contribuição cultural e literária dos afrodescendentes.

No entanto, deve-se lamentar o episódio da campanha que traz Machado de Assis, um dos primeiros poupadores da Caixa, representado por um ator branco. Uma solução publicitária de todo inadequada por contribuir para a invisibilização dos afro-brasileiros, distorcendo evidências pessoais e coletivas relevantes para a compreensão da personalidade literária de Machado de Assis, de sua obra e seu contexto histórico.

O episódio acontece exatamente no momento em que estamos, a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República (Seppir-PR) e a CEF, construindo um termo de cooperação que envolve, entre outros, aspectos relacionados à representação de pessoas negras nas ações de comunicação.

Assim, a Ouvidoria Nacional da Igualdade Racial, órgão da Seppir, recebeu denúncia instruída pelo senhor Julio Ribeiro Xavier e outros, sobre a campanha da Caixa que, conforme o denunciante “embranqueceu Machado de Assis”. De acordo com o ouvidor da Seppir, Carlos Alberto Junior, imediatamente providenciou-se a autuação, que gerou um Procedimento Administrativo sob o nº 00041.001108/2011-02.

Entre as medidas adotadas até o momento, foram encaminhados pedidos de providencias para a Presidência e Ouvidoria da Caixa Econômica Federal, o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar), a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom/PR) e o Ministério Público Federal.

A Seppir entende que, em respeito a sua contribuição na valorização da diversidade brasileira, a Caixa deve corrigir a produção deste vídeo, reconhecendo o equívoco e considerando o diálogo que vem mantendo com a sociedade ao longo da sua trajetória institucional.

Coordenação de Comunicação SEPPIR

Fonte: http://www.seppir.gov.br/noticias/ultimas_noticias/2011/09/nota-da-seppir-sobre-a-campanha-dos-150-anos-da-caixa-economica-federal. Nota divulgada, dia 19 de setembro de 2011.

Abdias do Nascimento morre aos 97 anos

Morreu na manhã desta terça-feira, 24, no Rio de Janeiro, o escritor, político, jornalista, artista plástico, poeta, ator e diretor teatral Abdias do Nascimento. Abdias foi um dos maiores expoentes do país da luta contra a discriminação racial e pela valorização da cultura negra.

Nascido na cidade de Franca (SP), em 14 de março de 1914, o professor foi o criador do chamado Teatro Experimental do Negro, que promoveu, a partir de 1944, a inserção do artistaafrodescendente no cenário teatral brasileiro. No campo da política, iniciou sua atividade em 1930 na Frente Negra Brasileira e, posteriormente, na organização do 1º Congresso Afro-Campineiro, que tinha por objetivo discutir políticas de combate à discriminação racial.

Por conta da perseguição política, o professor esteve exilado por 13 anos, quando passou pelo Caribe, pela África e pelos Estados Unidos,  foi professor universitário e escreveu uma série de livros sobre discriminação racial. Na volta, exerceu os cargos de deuptado e senador, além de ter sido secretário de estado de Defesa e Promoção das Populações Afro-Brasileiras, no Rio de Janeiro, e de Direitos Humanos, em São Paulo.
No campo das artes, foi pioneiro ao atuar e dirigir um espetáculo que teve como tema elementos da religiosidade afro-brasileira, no espetáculo Aruanda, de Joquim Ribeiro. Como jornalista, Abdias comandou, entre 1948 e 1951, o jornla Quilombo, órgao que se voltada para notícias de diversos movientos negros. Mais tarde, em 1961, como resultado da atuação no teatro e no jornalismo, lança dois livros: Damas para Negros e Prólogos para Brancos, que reúnem peças nacionais sobre a cultura negra, encenadas pelo Teatro Experimental do Negro.

Abdias deixa a esposa Elisa Larkin, um filho e incontáveis seguidores. A família ainda não informou quando será o enterro.

As informações do blog Correio Nagô.

Fonte: www.geledes.org.br
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