Cojira-DF se manifesta sobre assassinato de estudante africano

Nota sobre o assassinato do estudante africano Toni Bernardo da Silva

A Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojira) do Distrito Federal se manifesta com pesar e indignação diante da notícia da morte do estudante africano Toni Bernardo da Silva, natural de Guiné-Bissau, ocorrida em 22 de setembro, quando foi espancado em Cuiabá, capital de Mato Grosso. Fato que esperamos seja investigado com rigor e celeridade.  

Toni veio ao Brasil na condição de bolsista de programa de intercâmbio oferecido pelo Governo brasileiro a jovens de vários países africanos. Era estudante de Economia na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

De acordo com informações publicadas pela imprensa, Toni foi assassinado depois de uma briga numa pizzaria da cidade. Pessoa tida pelos amigos e colegas como pacífica e amável, o estudante não tinha histórico de violência e sequer conseguiu reagir ao espancamento.

A agressão, conforme testemunhas, teria sido motivada por intolerância racial, a exemplo de outros episódios, como o ocorrido aqui na Universidade de Brasília (UnB), onde apartamentos de estudantes africanos foram incendiados.

Toni é membro de uma comunidade de cerca de 20 estudantes africanos em Mato Grosso, a maioria de Guiné-Bissau, seu país de origem. 

A Cojira-DF reforça as denúncias de mais este ato covarde de intolerância racial em nosso país e solicita às autoridades de Mato Grosso e aos organismos federais rigor na apuração e punição de mais este crime hediondo.

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Prêmio Nacional Jornalista Abdias Nascimento – inscrições vão até 19/08

O prêmio é uma iniciativa da Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojira-Rio), do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro (SJPMRJ) 

Criado em homenagem ao ativista histórico dos direitos humanos e um dos ícones da luta contra o racismo, o jornalista e ex-senador da República Abdias Nascimento – cujo registro no SJPMRJ é de 1947.

O prêmio tem o propósito de estimular a cobertura jornalística qualificada sobre temas relacionados à população negra, destacar o potencial informativo e de mobilização social do jornalismo para o fim da discriminação racial, além de incentivar a cobertura sobre medidas de combate as desigualdades socioeconômicas em função da raça no país.

Embora, cientificamente, o termo “raça” tenha deixado de ser biológico, a ideia da raça continua a reproduzir exclusão e desigualdades nas relações cotidianas da sociedade brasileira.

Fonte: http://www.premioabdiasnascimento.org.br/index.php

Curso para jornalistas vai preparar profissionais para a cobertura de gênero, raça e etnia

Inscrições são gratuitas e começam no dia 20/7. Curso vai acontecer em oito cidades: Belém, Fortaleza, Maceió, Manaus, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo

De 20 de julho a 3 de agosto, profissionais e estudantes de Jornalismo podem se inscrever no Curso de Gênero, Raça e Etnia para Jornalistas, promovido pela FENAJ – Federação Nacional dos Jornalistas e a ONU Mulheres – Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres, com apoio da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial – SEPPIR e da Secretaria de Políticas para as Mulheres – SPM. O curso é gratuito, tem certificação da FENAJ e da ONU Mulheres e vai acontecer em oito cidades: Belém (PA), Fortaleza (CE), Maceió (AL), Manaus (AM), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP).

Segundo a coordenação do curso, profissionais e estudantes de regiões metropolitanas, do interior e de regiões próximas aos oito estados podem fazer a inscrição diretamente no sindicato local de jornalistas ou solicitar informação por e-mail. Cada localidade terá o total de 50 vagas a serem preenchidas por jornalistas, repórteres, produtores, pauteiros, redatores, editores, fotógrafos, repórteres cinematográficos de veículos impresso, on-line e eletrônicos e estudantes de Jornalismo a partir do 6º período.

O Curso de Gênero, Raça e Etnia para Jornalistas será realizado no período de 8 de agosto a 1º de setembro de 2011, tendo carga horária de 8 horas/aula, das 18h às 22h. O programa está baseado em dois módulos e duas atividades pedagógicas: Gênero, Raça e Etnia em Sociedade; Jornalismo, Ética e Diversidade; Leitura Crítica da Mídia; e Experiências e Trajetórias Locais: Identificando Novas Fontes. O curso tem como objetivo preparar jornalistas, profissionais da imprensa e estudantes de Jornalismo para a cobertura de pautas relacionadas a gênero, raça e etnia.

 

Data

Localidade

Contato

8 e 9/8/11 Amazonas – Manaus sindicato@jornalistasam.com.br
10 e 11/8/11 Pará – Belém sinjor@jornalistasdopara.com.br
15 e 16/8/11 Ceará – Fortaleza sindjorce@sindjorce.org.br
17 e 18/8/11 Pernambuco – Recife jornalistas-pe@ig.com.br
22 e 23/8/11 Alagoas – Maceió sindjornal@uol.com.br
24 e 25/8/11 Rio de Janeiro – Rio de Janeiro sindicato-rio@jornalistas.org.br
29 e 30/8/11 São Paulo – São Paulo jornalista@sjsp.org.br
31/8 e 1/9/11 Rio Grande do Sul – Porto Alegre sindjors@jornalistasrs.org

 

A iniciativa faz parte da cooperação estabelecida entre a FENAJ e a ONU Mulheres, celebrada no 34º Congresso Nacional dos Jornalistas, para o pleno cumprimento dos princípios dos direitos humanos e marcos internacionais referentes ao gênero, raça e etnia no Brasil e no mundo à luz da liberdade de imprensa. Conta com o apoio da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial e da Secretaria de Políticas para as Mulheres.

O curso é desenvolvido com assessoria técnica e financeira do Programa Regional de Incorporação das Dimensões de Gênero, Raça e Etnia nos Programas de Combate à Pobreza da Bolívia, Brasil, Guatemala e Paraguai e do Programa Interagencial de Gênero, Raça e Etnia do Sistema ONU no Brasil, financiado pelo Fundo para o Alcance dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. O curso ocorre no âmbito das atividades do Ano Internacional das e dos Afrodescendentes, estabelecido pelas Nações Unidas, e da Campanha do Secretário-Geral da ONU “Brasil: Una-se pelo fim da violência contra as mulheres”.

 

Curso de Gênero, Raça e Etnia para Jornalistas

Inscrições: 20/7 a 3/8/2011.

Investimento: gratuito, com certificado de 8h/aula emitido pela FENAJ e ONU Mulheres.

Período do curso: 8/8 a 1/9/2011.

Locais: Belém (PA), Fortaleza (CE), Maceió (AL), Manaus (AM), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP).

Fonte: generoracaetniaparajornalistas.wordpress.com

Fonte:

Serginho fala dos desafios à frente do CNPIR

Sérgio Pedro da Silva, o popular Serginho, membro das coordenações do Distrito Federal e nacional da Unegro, é um unegrino de muita luta que acaba de assumir a Secretaria-Executiva do Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial (CNPIR), órgão consultivo da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR).

Nesta entrevista ele fala sobre a sua nova tarefa institucional,dos desafios de dirigir o CNPIR, das ações do Conselho, das atividades da Unegro e do movimento negro em geral.

Natural de Recife (PE), onde começou a militância no movimento estudantil, Serginho é jornalista e designer gráfico. Chegou a Brasília no ano de 1994. Aqui inensificou sua militância no movimento sindical e na Unegro, sendo eleito presidente da entidade no Distrito Federal em 2007. Dois anos depois foi eleito secretario geral da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras– Seção Distrito Federal (CTB/DF).

Serginho foi assessor político da Diretoria do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos do Distrito Federal e Região do Entorno – SINTECT/DF de 1999 a início de 2011. É membro da Coordenação Nacional da UNEGRO desde 2007. Participou da fundação do Fórum Permanente Educação e Diversidade Étnico-racial do Distrito Federal e foi coordenador nacional do Congresso Nacional de Negras e Negros do Brasil, representando o Distrito Federal – 2007-2008.

Membro fundador da Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial do Distrito Federal (Cojira-DF), Serginho também foi articulador do Fórum de Entidades Negras do Distrito Federal, membro da Comissão Organizadora do 1º Encontro Nacional de Combate ao Racismo da CTB, membro da Comissão Organizadora da 2° Conferência Distrital de Promoção da Igualdade Racial do Distrito Federal e membro do Fórum Permanente Educação e Diversidade Étnico-racial do Distrito Federal. Atualmente, estuda Licenciatura da Computação pelo Centro Universitário Claretiano.

 Qual é a função do secretário-executivo do CNPIR?
Serginho –
Bom, tem como finalidade prover as condições para o cumprimento das suas competências do CNPIR, por meio da promoção do necessário apoio técnico, logístico e administrativo.

 Quais desafios você tem à frente dessa nova trincheira de luta?
Serginho –
O desafio é conciliar a função técnica, administrativa, com a ação política, pois lidamos com a sociedade civil e o poder público. Mas é a sociedade organizada que traz grandes contribuições para a formulação de políticas públicas, são os segmentos organizados que estão na ponta onde toda a ação governamental é aplicada, além de serem fiscalizadores dessas ações.

Quando foi criado o CNPIR? E nesse período quais foram os seus principais encaminhamentos?
Serginho –
O Conselho foi criado em 23 de maio de 2003 pela Lei 10.678, no inicio do governo Lula. Vejo que as duas conferências nacionais foram os grandes momentos do CNPIR, pois trouxe toda a sociedade para o debate da igualdade racial, governo e sociedade.

Especificamente, quais os encaminhamentos o CNPIR faz?
Serginho –
O Conselho é consultivo, porém, tem por finalidade propor, em âmbito nacional, políticas de promoção da igualdade racial, com ênfase na população negra e outros seguimentos étnicos da população brasileira, com o objetivo de combater o racismo, o preconceito e a discriminação racial e de reduzir as desigualdades raciais, inclusive no aspecto econômico e financeiro, social, político e cultural, ampliando o processo de controle social sobre as referidas políticas.

Qual a importância para a Unegro ter um de seus coordenadores nessa função?
Serginho –
A importância é a nossa contribuição para o avanço das políticas de promoção da igualdade racial e principalmente o de colaborar com o governo Dilma. Fizemos isso nos oito anos de Lula, cedendo bons quadros para desenvolver o trabalho junto com a equipe da SEPPIR. Cito o Benedito Cintra e o Alexandro Reis. Nesse momento, eu e o Carlos Alberto, que é o Ouvidor, estamos cumprindo essa tarefa.

 O que o cidadão comum pode fazer para ter demanadas coletivas e individuais encaminhadas pelo CNPIR?
Serginho –
Olha, coletivamente já é a natureza do Conselho, por ser um colegiado, onde temos representantes de vários segmentos da sociedade, que vai da religião ao hip hop, dos árabes aos ciganos, portanto, temos uma diversidade e uma coletividade representativa. Na questão individual, acredito que toda ação está diretamente influindo na vida da população, por exemplo é a garantia de assistência a saúde da população negra.

Comente um pouco sobre o atual estágio de organização da Unegro no DF e nacionalmente.
Serginho –
A Unegro no DF está no momento bom, cada vez mais vem se consolidando como uma força do movimento negro, sendo reconhecida pelas demais forças. Agora estamos na fase de formação de novos quadros e com o Congresso Nacional da UNEGRO a ser realizado aqui em Brasília no mês de novembro, fortaleceremos ainda mais a nossa entidade. Sobre a entidade nacionalmente, o 3º Congresso no Rio de Janeiro em 2007 demonstrou que estamos no caminho certo. Hoje posso afirmar que somos a maior entidade no Brasil, são vinte e cinco Estados. Qual a entidade nesse nível?

Quais os desafios da Unegro no DF?
Serginho –
Operar o congresso nacional e sair da informalidade. Temos bons quadros e esse número vem crescendo.

Quais os desafios para o movimento negro em geral?
Serginho –
Estamos na primeira etapa do combate ao racismo, mas vejo que estamos construindo as bases para o futuro e isso passa pela educação, trabalho, saúde e desenvolvimento. Agora, o Brasil já está no centro das decisões, precisamos nós ocupar nosso lugar.

Fonte: Unegro http://unegrodf.blogspot.com/2011/04/entrevista.html
Notícia publicada originalmente em 27/04/2011

Reunião da Frentecom com o ministro Paulo Bernardo será nesta quinta (28), em Brasília, às 9h

O ministro das comunicações, Paulo Bernardo, irá se reunir nesta quinta-feira (28/04) com a Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e o Direito à Comunicação com Participação Popular. A reunião, primeira atividade da Frente depois do ato de lançamento que ocorreu no dia 19, será aberta e acontecerá no plenário 10 da Câmara dos Deputados, às 9h. A reunião contará com a presença de parlamentares e entidades da sociedade civil que integram a Frentecom.

Devem ser discutidas na reunião com o ministro, entre outras pautas, o anteprojeto de novo marco regulatório do setor, o Plano Nacional de Banda Larga, e algumas propostas prioritárias, entre as mais de 600 aprovadas na 1ª Conferência Nacional de Comunicação, realizada em dezembro de 2009.

Data: 28 de abril de 2011 (quinta-feira)
Hora: 9h
Local: Plenário 10, Anexo II, Câmara dos Deputados

Fonte: Cecília Bizerra Sousa

Acervo da revista norte-americana Ebony está disponível para leitura

Todas as edições da revista Ebony (archives) estão disponíveis no site da revista para leitura. A coleção traz mais de 60 anos de história. Devido a uma parceria com o Google, as edições podem ser lidas no Googlebooks.

Cojira-DF planeja ações para 2011/2012

No último sábado (02/04), durante todo o dia, a Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial do Distrito Federal promoveu, no Sindicato dos Jornalistas Profissionais do DF, oficina de planejamento estratégico 2011/2012. Na ocasião os membros da Cojira reafirmaram os objetivos do coletivo e planejaram ações futuras. Entre as ações, pode-se destacar a produção de mostras audiovisual, rodas de debate seguidas de feijoada, seminários, além de sensibilizar e assessorar o sindicato em questões relacionadas a discussão étnico-racial.