Domingo é dia de Zumbi

Pela sexta vez, desde que foi instituido como Dia da Consciência Negra em 1971, a reverência a Zumbi dos Palmares acontecerá em um domingo.
Nesta quadragésima homenagem, as populações afrodescendentes do Planalto Central celebrarão os 316 anos de morte do herói negro em seis cidades satélites do Distrito Federal: Brazlandia, Ceilandia, Paronoá, São Sebastião e Sobradinho.

As atrações vão desde manifestações de comunidades tradicionais de terreiro e religiões de matriz africanas até atividades de esportes radicais como skate e programações tecno inspiradas nas festas blacks.

A comissão organizadora da Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial do Distrito Federal – SEPIRDF estima que cerca de 20 mil pessoas transitem por tendas temáticas e áreas reservadas a shows musicais.

Locais: Ceilândia, Ginasio Desportivo de Ceilândia, Centro Cultural

Fonte: Sepir DF

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Caderno de Pautas é tema na Rádio Nacional nesta segunda (21/11)

O Programa Espaço Arte, da Rádio Nacional, terá por pauta na próxima segunda-feira, às 17 horas, a repercussão do projeto “16 Ideias” – Caderno de Pautas e Fontes, elaborado pelos membros da Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial do Distrito Federal (Cojira-DF).
O entrevistado será o jornalista Sionei Ricardo Leão, coordenador da Cojira-DF.
Em razão das comemorações do mês da consciência negra, celebrado em novembro, a Cojira-DF decidiu por elaborar e divulgar o Caderno de Pautas e Fontes “16 Ideias”, com o intuito de fomentar, subsidiar e instigar coberturas jornalísticas que digam respeito ao tema igualdade racial.
O produto contém 16 propostas de pautas e sugestões de nomes a serem entrevistados pelos jornalistas. Em todos os casos, o foco é a temática da igualdade racial. Há conteúdos na área da cultura, direitos humanos, internacional, esporte, educação, economia, mercado de trabalho e linguística.
O programa pode ser sintonizado na Rádio Nacional AM-980 ou pelo site da EBC, http://www.ebc.com.br.

Qual a cor da comunicação no Brasil?

Por Pedro Caribé

Entre os dias 17 e 22 de outubro entidades e ativistas da sociedade civil brasileira realizam atividades que integram a Semana da Democratização da Comunicação (Democom). Temos a difícil missão de reverter agenda dos veículos tradicionais que tentam nos dar a pecha de autoritários, e explicar que defendemos a liberdade de expressão na sua inteireza e beleza. Explicar que o maior obstáculo para essas reformas são aqueles que controlam a informação por interesses políticos, religiosos, comerciais e até transnacionais; não só nas rádios, TV´s, jornais impressos, mas também na nova vastidão da internet, redes sociais, e nas mesclas entre essas mídias devido a convergência tecnológica. Explicar o quão o não reconhecimento da comunicação enquanto direito inviabiliza a democracia no país.

A medida que a pauta é destrinchada vamos nos deparando com a dificuldade de explicar e mobilizar os que mais urgem participar efetivamente deste ambiente de sociabilidade, economia e conhecimento. Quem são os indivíduos renegados aos direitos civis, políticos e sócio-culturais e que, provavelmente, somente uma mudança civilizatória poderá os integrar neste momento histórico no qual as tecnologias da informação e comunicação são pilares do poder?

No Brasil, não teremos dúvidas em responder que a população negra predomina nestas estatísticas. O pior é que esta resposta é inspirada numa ilação. Não temos dados objetivos de como os negros e negras se comportam no mundo midiático. Quantos de nós têm autorização para explorar concessões de rádio e TV no país? Quantos de nós são profissionais nas redações, nos set´s de cinema e no desenvolvimentos de novas tecnologias? Como nos apropriamos das redes sociais, games e softwares? Quantos de nós têm computador e internet em alta velocidade? Como temos participado dos meios públicos, comunitários ou estatais? Nossa produção audiovisual é referendada com fomento e tem espaço para distribuição?

Esta falta de informação sobre nossa realidade “digital” é lacuna que evita termos nosso lugar de fala consolidado até nos espaços que concentraram as mobilizações da sociedade civil, a exemplo da Semana de Democom, I Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), fortalecimento do Sistema Público de Radiodifusão, a luta pela instalação dos Conselhos de Comunicação, a campanha Banda Larga é um Direito Seu!, e a recente consulta pública do novo Marco Regulatório das Comunicações.

A dificuldade para reverter este panorama não é das menores. Passa por enfrentamento e conscientização também dentro de setores progressistas, nos quais fazemos parte muitas vezes, seja por integrar organizações, universidades, sindicatos, movimentos sociais ou mesmo pequenos empresários do setor. Eis que o Correio Nagô dedicará os próximos dias para essa missão, e com certeza, teremos resultados proveitosos em curto e longo prazo.

Pedro Caribé – jornalista, integra o Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social e o Centro de Comunicação, Democracia de Cidadania da Facom/UFBA.

UNB promove Seminário “100 anos de McLuhan” em novembro

O Programa de Pós-graduação em Comunicação, da Faculdade de Comunicação, da Universidade de Brasília, realizará nos dias 10 e 11 de novembro de 2011 o seminário “100 anos de McLuhan”. O objetivo do evento é reunir pesquisadores para discutir o pensamento deste tão destacado pesquisador. Serão dois dias de conferências e debates sobre a obra de um dos mais influentes intelectuais do século.

O prof. Dr. Jesús Octavio Elizondo Martínez, da Universidad Autónoma Metropolitana Cuajimalpa, DF/México, e o prof. Dr. Vinícius Pereira, da Faculdade de Comunicação Social da UERJ, abrem o primeiro dia de conferências pela manhã. No segundo dia, 11 de novembro, o prof. Dr. Aluízio Trinta, da Universidade Federal de Juiz de Fora, e a profa. Dra. Irene Machado, da Escola de Comunicação e Artes da USP, iniciam os trabalhos. O evento terá pela parte da tarde mesas-redondas com participações de professores da área de Comunicação, Artes e Educação da UnB e de outras instituições de ensino.

A inscrição é gratuita e deve ser feita pelo site http://www.100anosdemcluhan.com.br
Realização: Programa de Pós-graduação em Comunicação, Faculdade de Comunicação, UnB

Apoio: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – Capes
Decanto de Pesquisa e Pós-graduação, Universidade de Brasília – DPP/UnB
Universidade Católica de Brasília – UCB

Fonte: http://www.100anosdemcluhan.com.br

Encontro dos Jornalistas em Assessoria de Comunicação do DF

Dia 8 de outubro (sábado), das 9h às 18h,  no
auditório da OAB DF (516N, Bloco B lote 07).

A assessoria de imprensa já é o principal nicho de atuação dos jornalistas. A cada dia, novas organizações e instituições profissionalizam a produção de informação e a relação com a mídia, abrindo novos campos para os profissionais. O espaço vai além de empresas e inclui cada vez mais Organizações Não Governamentais, órgãos públicos e organismos internacionais.

São os desafios dessa nova realidade que o EJAC DF vai discutir. Entre eles, também está o de garantir a qualidade de vida dos profissionais que atuam neste campo, combatendo estratégias de precarização e abusos por parte de empresas, agências e outras organizações. O evento é aberto a todos os jornalistas e serve como preparação para o Encontro Nacional dos Jornalistas em Assessoria de Comunicação (ENJAC), que acontece em Natal entre os dias 13 e 15 de outubro.


Programação:

9h – Abertura

9h30 – Painel 1: Assessoria governamental – Gestão de crises e o acesso à informação pública

Convidados:

– Jorge Duarte – Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

– Samantha Sallum – Secretária de Comunicação do Governo do Distrito Federal

11h – Painel 2: Campos emergentes em assessoria de imprensa no DF

Convidados:

– Setorial de Comunicação do MST 

– Isabel Clavelin – Comunicação da ONU Mulher

14h – Painel 3: Mercado de trabalho e direitos dos jornalistas nas assessorias

Convidados:

– Armando Medeiros – Assessoria de Comunicação do Banco do Brasil

– Leonor Costa – Diretoria SJPDF

16h – Plenária final: votação de teses e eleição de delegados ao ENJAC

18h – Encerramento

Câmara homenageia Milton Santos

A Câmara dos Deputados prestou ontem,28/06, homenagem póstuma ao geógrafo, jornalista e professor Milton Santos. Reconhecido pelos estudos sobre Geografia Humana e pela militância contra as desigualdades sociais, ele morreu em 2001.

A sessão foi assistida por  50 pessoas e teve transmissão ao vivo pela TV Câmara e flashes pela TVE Bahia. Durante a sessão foi transmitido um trecho da entrevista dada pelo Prof. Milton Santos, no Programa Roda Viva da TV Cultura, exibido em 1997, onde o professor fala sobre a Globalização. Cabe destacar que em 1994, Milton Santos recebeu o Prêmio Vautrin Lud, conferido por universidades de 50 países e considerado a principal distinção acadêmica na área da Geografia.

Entre os presentes estavam, Niva Fernandes dos Santos neta do homenageado, a  Ministra Igualdade Racial Luiza Bairros, o  Dep. Luiz Alberto, que requereu a solenidade, o Presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, o Secretário de Promoção da Igualdade da Bahia, Elias Sampaio, que na ocasião representou o Governador Jaques Wagner, o prefeito de Brotas de Macaúba, na Bahia, Litercílio de Oliveira Jr, cidade onde o geógrafo nasceu,  o professor do Instituto de Geociências da UFBA, Clímaco Dias e embaixadores de países onde o geógrafo lecionou. A Cojira-DF também esteve presente e foi representada pelo jornalista Sionei Leão.

Veja mais em: http://www.deputadoluizalberto.com.br/modules/news/article.php?storyid=550 e http://onibode.blogspot.com/2011/06/fotos-da-sessao-solene-em-homenagem.html

Fonte: Texto e foto com informações da Agência Câmara e do site do Deputado Luiz Alberto.

Abdias do Nascimento morre aos 97 anos

Morreu na manhã desta terça-feira, 24, no Rio de Janeiro, o escritor, político, jornalista, artista plástico, poeta, ator e diretor teatral Abdias do Nascimento. Abdias foi um dos maiores expoentes do país da luta contra a discriminação racial e pela valorização da cultura negra.

Nascido na cidade de Franca (SP), em 14 de março de 1914, o professor foi o criador do chamado Teatro Experimental do Negro, que promoveu, a partir de 1944, a inserção do artistaafrodescendente no cenário teatral brasileiro. No campo da política, iniciou sua atividade em 1930 na Frente Negra Brasileira e, posteriormente, na organização do 1º Congresso Afro-Campineiro, que tinha por objetivo discutir políticas de combate à discriminação racial.

Por conta da perseguição política, o professor esteve exilado por 13 anos, quando passou pelo Caribe, pela África e pelos Estados Unidos,  foi professor universitário e escreveu uma série de livros sobre discriminação racial. Na volta, exerceu os cargos de deuptado e senador, além de ter sido secretário de estado de Defesa e Promoção das Populações Afro-Brasileiras, no Rio de Janeiro, e de Direitos Humanos, em São Paulo.
No campo das artes, foi pioneiro ao atuar e dirigir um espetáculo que teve como tema elementos da religiosidade afro-brasileira, no espetáculo Aruanda, de Joquim Ribeiro. Como jornalista, Abdias comandou, entre 1948 e 1951, o jornla Quilombo, órgao que se voltada para notícias de diversos movientos negros. Mais tarde, em 1961, como resultado da atuação no teatro e no jornalismo, lança dois livros: Damas para Negros e Prólogos para Brancos, que reúnem peças nacionais sobre a cultura negra, encenadas pelo Teatro Experimental do Negro.

Abdias deixa a esposa Elisa Larkin, um filho e incontáveis seguidores. A família ainda não informou quando será o enterro.

As informações do blog Correio Nagô.

Fonte: www.geledes.org.br
Leia materia completa: Abdias do Nascimento morre aos 97 anos – Portal Geledés