Cojira-DF se manifesta sobre assassinato de estudante africano

Nota sobre o assassinato do estudante africano Toni Bernardo da Silva

A Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojira) do Distrito Federal se manifesta com pesar e indignação diante da notícia da morte do estudante africano Toni Bernardo da Silva, natural de Guiné-Bissau, ocorrida em 22 de setembro, quando foi espancado em Cuiabá, capital de Mato Grosso. Fato que esperamos seja investigado com rigor e celeridade.  

Toni veio ao Brasil na condição de bolsista de programa de intercâmbio oferecido pelo Governo brasileiro a jovens de vários países africanos. Era estudante de Economia na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

De acordo com informações publicadas pela imprensa, Toni foi assassinado depois de uma briga numa pizzaria da cidade. Pessoa tida pelos amigos e colegas como pacífica e amável, o estudante não tinha histórico de violência e sequer conseguiu reagir ao espancamento.

A agressão, conforme testemunhas, teria sido motivada por intolerância racial, a exemplo de outros episódios, como o ocorrido aqui na Universidade de Brasília (UnB), onde apartamentos de estudantes africanos foram incendiados.

Toni é membro de uma comunidade de cerca de 20 estudantes africanos em Mato Grosso, a maioria de Guiné-Bissau, seu país de origem. 

A Cojira-DF reforça as denúncias de mais este ato covarde de intolerância racial em nosso país e solicita às autoridades de Mato Grosso e aos organismos federais rigor na apuração e punição de mais este crime hediondo.

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Serginho fala dos desafios à frente do CNPIR

Sérgio Pedro da Silva, o popular Serginho, membro das coordenações do Distrito Federal e nacional da Unegro, é um unegrino de muita luta que acaba de assumir a Secretaria-Executiva do Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial (CNPIR), órgão consultivo da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR).

Nesta entrevista ele fala sobre a sua nova tarefa institucional,dos desafios de dirigir o CNPIR, das ações do Conselho, das atividades da Unegro e do movimento negro em geral.

Natural de Recife (PE), onde começou a militância no movimento estudantil, Serginho é jornalista e designer gráfico. Chegou a Brasília no ano de 1994. Aqui inensificou sua militância no movimento sindical e na Unegro, sendo eleito presidente da entidade no Distrito Federal em 2007. Dois anos depois foi eleito secretario geral da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras– Seção Distrito Federal (CTB/DF).

Serginho foi assessor político da Diretoria do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos do Distrito Federal e Região do Entorno – SINTECT/DF de 1999 a início de 2011. É membro da Coordenação Nacional da UNEGRO desde 2007. Participou da fundação do Fórum Permanente Educação e Diversidade Étnico-racial do Distrito Federal e foi coordenador nacional do Congresso Nacional de Negras e Negros do Brasil, representando o Distrito Federal – 2007-2008.

Membro fundador da Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial do Distrito Federal (Cojira-DF), Serginho também foi articulador do Fórum de Entidades Negras do Distrito Federal, membro da Comissão Organizadora do 1º Encontro Nacional de Combate ao Racismo da CTB, membro da Comissão Organizadora da 2° Conferência Distrital de Promoção da Igualdade Racial do Distrito Federal e membro do Fórum Permanente Educação e Diversidade Étnico-racial do Distrito Federal. Atualmente, estuda Licenciatura da Computação pelo Centro Universitário Claretiano.

 Qual é a função do secretário-executivo do CNPIR?
Serginho –
Bom, tem como finalidade prover as condições para o cumprimento das suas competências do CNPIR, por meio da promoção do necessário apoio técnico, logístico e administrativo.

 Quais desafios você tem à frente dessa nova trincheira de luta?
Serginho –
O desafio é conciliar a função técnica, administrativa, com a ação política, pois lidamos com a sociedade civil e o poder público. Mas é a sociedade organizada que traz grandes contribuições para a formulação de políticas públicas, são os segmentos organizados que estão na ponta onde toda a ação governamental é aplicada, além de serem fiscalizadores dessas ações.

Quando foi criado o CNPIR? E nesse período quais foram os seus principais encaminhamentos?
Serginho –
O Conselho foi criado em 23 de maio de 2003 pela Lei 10.678, no inicio do governo Lula. Vejo que as duas conferências nacionais foram os grandes momentos do CNPIR, pois trouxe toda a sociedade para o debate da igualdade racial, governo e sociedade.

Especificamente, quais os encaminhamentos o CNPIR faz?
Serginho –
O Conselho é consultivo, porém, tem por finalidade propor, em âmbito nacional, políticas de promoção da igualdade racial, com ênfase na população negra e outros seguimentos étnicos da população brasileira, com o objetivo de combater o racismo, o preconceito e a discriminação racial e de reduzir as desigualdades raciais, inclusive no aspecto econômico e financeiro, social, político e cultural, ampliando o processo de controle social sobre as referidas políticas.

Qual a importância para a Unegro ter um de seus coordenadores nessa função?
Serginho –
A importância é a nossa contribuição para o avanço das políticas de promoção da igualdade racial e principalmente o de colaborar com o governo Dilma. Fizemos isso nos oito anos de Lula, cedendo bons quadros para desenvolver o trabalho junto com a equipe da SEPPIR. Cito o Benedito Cintra e o Alexandro Reis. Nesse momento, eu e o Carlos Alberto, que é o Ouvidor, estamos cumprindo essa tarefa.

 O que o cidadão comum pode fazer para ter demanadas coletivas e individuais encaminhadas pelo CNPIR?
Serginho –
Olha, coletivamente já é a natureza do Conselho, por ser um colegiado, onde temos representantes de vários segmentos da sociedade, que vai da religião ao hip hop, dos árabes aos ciganos, portanto, temos uma diversidade e uma coletividade representativa. Na questão individual, acredito que toda ação está diretamente influindo na vida da população, por exemplo é a garantia de assistência a saúde da população negra.

Comente um pouco sobre o atual estágio de organização da Unegro no DF e nacionalmente.
Serginho –
A Unegro no DF está no momento bom, cada vez mais vem se consolidando como uma força do movimento negro, sendo reconhecida pelas demais forças. Agora estamos na fase de formação de novos quadros e com o Congresso Nacional da UNEGRO a ser realizado aqui em Brasília no mês de novembro, fortaleceremos ainda mais a nossa entidade. Sobre a entidade nacionalmente, o 3º Congresso no Rio de Janeiro em 2007 demonstrou que estamos no caminho certo. Hoje posso afirmar que somos a maior entidade no Brasil, são vinte e cinco Estados. Qual a entidade nesse nível?

Quais os desafios da Unegro no DF?
Serginho –
Operar o congresso nacional e sair da informalidade. Temos bons quadros e esse número vem crescendo.

Quais os desafios para o movimento negro em geral?
Serginho –
Estamos na primeira etapa do combate ao racismo, mas vejo que estamos construindo as bases para o futuro e isso passa pela educação, trabalho, saúde e desenvolvimento. Agora, o Brasil já está no centro das decisões, precisamos nós ocupar nosso lugar.

Fonte: Unegro http://unegrodf.blogspot.com/2011/04/entrevista.html
Notícia publicada originalmente em 27/04/2011

Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão será lançada em abril

Membros da Cojira-DF, representando a Comissão Nacional de Jornalistas pela Igualdade Étnico-racial da Federação Nacional dos Jornalistas (Conajira), acompanham a Frente.

A Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e Direito à Comunicação com Participação Popular, que visa promover, acompanhar e defender iniciativas que ampliem o direito à liberdade de expressão e à comunicação, será lançada no próximo dia 19 de abril, 14h, na Câmara dos Deputados (Auditório Nereu Ramos), em Brasília.

Para os jornalistas da Cojira-DF as discussões relacionadas a produção de conteúdo equitativo e, por consequência, sobre representação e acesso aos meios de comunicação, por parte dos grupos historicamente discriminados, devem ser pautas constantes na agenda da Frente. Para isso, além de mobilizar outras organizações do movimento social negro, a Cojira-DF também estudará os projetos legislativos que se conectam ao tema.

Juliana Nunes, Rachel Quintiliano e Sérgio Pedro, membros da Cojira DF, acompanharão as ações da Frente Parlamentar.

 

Saiba mais: Frente parlamentar pela liberdade de expressão deve ser lançada em abril

Cojira planeja ações de 2009 com auxílio da comunidade

A Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial do Distrito Federal (Cojira-DF) realizará no próximo dia 14 de fevereiro, entre as 8h30 e 13h, encontro aberto à comunidade, voltado para a apresentação das atividades da comissão em 2008 e construção coletiva de um plano de ação para 2009. Estão convidados jornalistas, comunicadores, militantes, estudantes, representantes de movimentos sociais, organizações não-governamentais, coletivos e assessores de comunicação do Poder Público e empresarial.

No local do evento, será oferecido um café da manhã aos participantes. Entre os temas em debate no encontro estará a Conferência Nacional de Comunicação, a política de defesa de rádios comunitárias em áreas quilombolas, a realização de um prêmio de jornalismo de igualdade racial, a política de apoio a alunos cotistas de jornalismo e a elaboração de um banco de fontes e de pautas de igualdade racial e treinamento de mídia com foco nas relações raciais.

O credencimento dos participantes será realizado no local para envio posterior de certificado de participação.

Serviço:

Data: 14 de fevereiro – Horário: Das 9h às 1 3h – Local: Auditório da CUT (Conic) – SDS Ed. Venâncio V – 1º e 2º subsolos – lojas 4, 14 e 20 – Informações: André (8127-9775);Jacira (8413-7199); Juliana (92497074) e Sionei (8407-4294)

Semana da Consciência Negra

ATO PELA SAÚDE DA POPULAÇÃO NEGRA

20 de novembro – Praça Zumbi dos Palmares – Conic
Pela implementação da Política de Saúde da População Negra no DF
Assine: http://www.petitiononline.com/saudeneg/petition.html

CIRCUITO UNIVERSITÁRIO

· 20 de novembro – 20h – Facitec

Mesa-redonda sobre a Semana da Consciência Negra

Auditório da Faculdade, em Taguatinga

· 3 de dezembro – 19h no Icesp, no Guará I

Imprensa e relações raciais

CINE COJIRA

· 21 de novembro, 20h, no Balaio Café

Exibição dos documentários

“Olhos azuis” e “Por um Fio”

FESTA QUIZOMBA

· 21 de novembro, as 22h, no Clube da Imprensa

Com DJ Josi Black

FÓRUM JORNAL DE BRASÍLIA DE IGUALDADE RACIAL***

· 25 de novembro, às 9 horas

No auditório da UDF