FrenteCom faz reunião nesta terça (02/08)

A Cojira-DF representa da Conajira na Frente.

Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e o Direito a Comunicação com Participação Popular (FrenteCom) realiza nesta terça-feira (02/08), às 9h30, na sala de reuniões da Mesa da Câmara dos Deputados, em Brasília, reunião da coordenação da Frente, onde serão apresentados os resultados pelo grupo de trabalho e discutida a proposta de agenda para o segundo semestre.

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FrenteCom recebe consultor da Unesco para discutir regulação da mídia

Nesta quarta-feira (06/07), a Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e o Direito a Comunicação com Participação Popular (FrenteCom) promove reunião com o Sr. Andrew Puddephatt, Consultor Internacional da Unesco, no auditório da TV Câmara, na Câmara dos Deputados, em Brasília, sobre o tema “regulação de mídia”. O evento contará com serviço de tradução simultânea.

Andrew Puddephatt é diretor da Global Partners and Associates, presidente da CAADA e da International Media Support, membro do conselho administrativo do Conselho Europeu de Relações Exteriores e ex-diretor da organização internacional Artigo 19.

A Cojira-DF representa a Conajira neste fórum.

Frente pela Liberdade de Expressão promove reunião nesta quarta-feira em Brasília

Acontece nesta quarta-feira (27/04), a partir das 14h,na sala de reuniões da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, em Brasília, a primeira reunião da Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e o Direito à Comunicação com Participação Popular (Frentecom), após o seu lançamento, ocorrido em meados do mês de abril.

Na reunião, parlamentares e representantes de entidades da sociedade civil, que compõem a coordenação da Frente, inclusive a Cojira-DF, representando a Conajira, prepararão a pauta para a audiência, com o Ministro das Comunicações, Paulo Bernardo Silva, agendada para o dia seguinte, quinta-feira (28/04)

Serviço:
Data:
27/04/2011 (quarta-feira)
Hora:
14h
Local:
Sala de reuniões da CDHM (Anexo II, Pavimento Superior, Sala 185

Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão será lançada em abril

Membros da Cojira-DF, representando a Comissão Nacional de Jornalistas pela Igualdade Étnico-racial da Federação Nacional dos Jornalistas (Conajira), acompanham a Frente.

A Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e Direito à Comunicação com Participação Popular, que visa promover, acompanhar e defender iniciativas que ampliem o direito à liberdade de expressão e à comunicação, será lançada no próximo dia 19 de abril, 14h, na Câmara dos Deputados (Auditório Nereu Ramos), em Brasília.

Para os jornalistas da Cojira-DF as discussões relacionadas a produção de conteúdo equitativo e, por consequência, sobre representação e acesso aos meios de comunicação, por parte dos grupos historicamente discriminados, devem ser pautas constantes na agenda da Frente. Para isso, além de mobilizar outras organizações do movimento social negro, a Cojira-DF também estudará os projetos legislativos que se conectam ao tema.

Juliana Nunes, Rachel Quintiliano e Sérgio Pedro, membros da Cojira DF, acompanharão as ações da Frente Parlamentar.

 

Saiba mais: Frente parlamentar pela liberdade de expressão deve ser lançada em abril

Cresce rede de jornalistas anti-racistas

Edição 480 de 8/4/2008
www.observatoriodaimprensa.com.br
URL do artigo: www.observatoriodaimprensa.com.br

CONTRA O PRECONCEITO
Cresce rede de jornalistas anti-racistas

Sandra Martins (*)

As ramificações da rede pela igualdade racial no mundo das comunicações crescem, paulatinamente. Pelo menos é o que se pode observar quando temos a notícia da criação de mais uma Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial, desta vez no Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado da Bahia (Sinjorba). A cerimônia de instalação da Cojira-BA abre os eventos comemorativos da Semana do Jornalista iniciada NA segunda-feira (7/4), com término no dia 14, que inclui duas datas significativas: o Dia Nacional do Jornalista (7 de abril) e os 63 anos do Sinjorba (14 de abril).

O tema não é novidade no meio sindical e, certamente, menos ainda no meio jornalístico. Até porque a temática racial já foi defendida em dois congressos da Federação Nacional dos Jornalistas e em um painel temático.

O primeiro momento foi em 2004, no XXXI Congresso na Paraíba, em que comissões anti-racistas do Rio Grande do Sul, São Paulo e município do Rio de Janeiro apresentaram, em uníssono, a necessidade de se desvelar da invisibilidade as questões étnico-raciais no mundo das comunicações. Com passos lentos e seguros, estas comissões ampliaram as discussões para o congresso seguinte. No XXXII, realizado em Minas Gerais, em 2006, representantes de vários sindicatos participaram do I Painel de Jornalistas Afro-Brasileiros. Na plenária, duas teses foram apresentadas: a comissão do Rio Grande do Sul defendeu a (in)formação para as questões étnico-raciais tanto para jornalistas como para acadêmicos de Comunicação; e a do Rio de Janeiro argumentou que a falta de dados estatísticos com recorte racial e de gênero sobre a categoria mascara a realidade – restrito mercado de trabalho e mobilidade social – não possibilitando a criação e implementação de políticas de promoção da igualdade racial.

Dos 27 sindicatos estaduais e quatro municipais filiados a Fenaj, seis deles contam com uma comissão anti-racista: município do Rio de Janeiro e os estados de São Paulo, Alagoas, Distrito Federal, Rio Grande do Sul e agora Bahia. Há previsão de que, em breve, surja outra comissão no Nordeste.

Outro olhar

A lentidão na adesão para este debate suscita várias reflexões. Para muitos, é um processo lento, pouco atrativo e restrito a um determinado grupo. Na realidade, o que se observa é a grande resistência para com o tema sentenciado como espinhoso, complexo, que promove uma divisão das classes, quando não da sociedade e dos frutos interétnicos. Será?

A complexidade é real. E mais robustecida ela fica se não a encararmos frontalmente, analisá-la sob diversos prismas e desenvolver políticas específicas para transformar o terrível quadro de desigualdades neste país.

O debate está posto. Afinal o Brasil já não é um país tão jovem (tem 508 anos) que possa deixar tantas chagas escondidas aguardando que no futuro possam ser processadas possíveis soluções para o presente.

E os profissionais de Comunicação não podem se abster de sua responsabilidade em assumir seu papel para contestar os atuais paradigmas que determinam um padrão hegemônico eurocêntrico que não respeita as múltiplas identidades étnico-raciais deste país plural.

Com o advento das instalações das comissões anti-racistas – e com o apoio político e institucional das entidades sindicais – a reflexão sobre a temática racial passa a ser irrevogavelmente internalizada e naturalizada, de forma entusiástica e com apego profissional.

O que estas comissões querem é simples: sensibilizar a categoria para a urgência de um outro olhar para a questão racial no Brasil, avançar nas discussões sobre a igualdade racial e lutar contra o racismo no Brasil, com ênfase para o mercado de trabalho e a formação do jornalista.

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Sandra Martins – jornalista, colabora para os jornais Ìrohìn e Educar e o site Afropress e integra a coordenação da Comissão de Jornalista pela Igualdade Racial do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro.