4ª edição do Latinidades começa dia 23

Festival se consolida como importante espaço de discussão dos direitos das mulheres e reúne especialistas para discutir a situação da mulher negra no mercado de trabalho.

Além de debates, seminários, programação cultural e desfile de moda, o evento será palco do lançamento da Campanha Nacional Pela Eliminação da Violência Contra a Mulher com a participação da cantora Margareth Menezez, que fará um grande show de encerramento, celebrando o Ano Internacional dos Afrodescendentes.

De 23 a 25 de novembro de 2011 a produtora social Griô Produções realiza, no Expobrasília Parque da Cidade, em Brasília, a 4ª edição do Latinidades – Festival da Mulher Afro Latino Americana e Caribenha. O evento integra a programação da Conferência de Desenvolvimento – CODE/IPEA. No dia 25/11, o encerramento acontecerá, a partir das 19h, com um desfile em homenagem as orixás femininas, Rádio Afrolatina e show da cantora baiana Margareth Menezes. Para saber mais acesse o site http://www.afrolatinas.com.br/.  Todas as atividades são gratuitas.

A edição 2011 tem como tema “Mulheres Negras no Mercado de Trabalho”, com as mesas  “Desigualdades de gênero e raça no mercado de trabalho”, “Trabalho Doméstico”, “ Pesquisadoras Negras”, “Previdência Social”, “Linhas de crédito e incentivos aos afro- negócios” e “Trabalhadoras do campo”. As inscrições podem ser feitas no site http://www.ipea.gov.br/code

 A homenageada será Dona Raquel Trindade, artista plástica, dançarina, coreógrafa, poetisa e mestra griô. O projeto foi pensado como forma de dar visibilidade ao histórico de lutas e resistência da mulher negra na América Latina e trazer temas relacionados ao machismo, racismo, sexismo e superação de desigualdades, com recorte de gênero e raça.

 A homenageada

Raquel Trindade Souza é a filha mais velha do grande poeta negro Solano Trindade. Pintora, dançarina, coreógrafa, grande conhecedora da história e cultura afro-brasileira, é considerada uma das maiores memórias vivas no Brasil. Fundadora do Teatro Popular Solano Trindade e da Nação Kambinda de Maracatu, sempre ministrou cursos e oficinas livres por todo o país, principalmente no Embu das Artes, São Paulo, onde segue enraizada.

 SERVIÇO:
4ª edição do Latinidades – Festival da Mulher Afro Latino Americana e Caribenh
Realização: Griô Produções e Pretas Candanga
Patrocínio: Petrobrás
 Apoio: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – IPEA, Secretaria de Cultura do DF, Central Única dos Trabalhadores – CUT, Onu Mulheres, Sindicato dos Professores do DF – Sinpro, Associação dos Servidores do Ministério Publico Federal – ASMPF, Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades – CERT e Triskelion Produções.
 Data: De 23 a 25 de novembro de 2011
 Local: Expobrasília, no Parque da Cidade (Parque da Cidade Sarah Kubitschek Pavilhão de Exposições Estacionamento 1)
*Inscrições gratuitas no http://www.ipea.gov.br/portal/index.php?option=com_jforms&view=form&id=15

 Confira a programação completa: http://www.afrolatinas.com.br/

*Para participar dos seminários é imprescindível a inscrição no site da 2ª CODE/IPEA
Contatos: (Coordenação) – 61 7814-2907/3046-0050 (Imprensa) – 61 9815-2087

Redes sociais:
Página no Facebook:  Griô Produções
Twitter: @Afrolatinidades
Teaser no Youtube:  http://www.youtube.com/user/GrioProducoes#p/a/u/2/ELACy7yFQig 

 SHOW de encerramento:  MARGARETH MENEZEZ
Data: 25 de novembro de 2011
Horário: A partir das 19h
Ingressos: Entrada gratuita
Classificação Indicativa: 15 anos

PROGRAMAÇÃO 2011 –  23 a 25 de novembro

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Primeira Jornada de Cinema Negro de Brasília

Entre 16 e 20 de novembro, acontece a Primeira Jornada de Cinema Negro de Brasília. O evento promovido pela Secretaria de Cultura do Governo do Distrito Federal (GDF), acontece no Cine Brasília e conta com exibições também em Varjão, Ceilândia, Estrutural e São Sebastião, cidades do entorno do Plano Piloto. 

Clique na imagem para ver a programação.

Qual a cor da comunicação no Brasil?

Por Pedro Caribé

Entre os dias 17 e 22 de outubro entidades e ativistas da sociedade civil brasileira realizam atividades que integram a Semana da Democratização da Comunicação (Democom). Temos a difícil missão de reverter agenda dos veículos tradicionais que tentam nos dar a pecha de autoritários, e explicar que defendemos a liberdade de expressão na sua inteireza e beleza. Explicar que o maior obstáculo para essas reformas são aqueles que controlam a informação por interesses políticos, religiosos, comerciais e até transnacionais; não só nas rádios, TV´s, jornais impressos, mas também na nova vastidão da internet, redes sociais, e nas mesclas entre essas mídias devido a convergência tecnológica. Explicar o quão o não reconhecimento da comunicação enquanto direito inviabiliza a democracia no país.

A medida que a pauta é destrinchada vamos nos deparando com a dificuldade de explicar e mobilizar os que mais urgem participar efetivamente deste ambiente de sociabilidade, economia e conhecimento. Quem são os indivíduos renegados aos direitos civis, políticos e sócio-culturais e que, provavelmente, somente uma mudança civilizatória poderá os integrar neste momento histórico no qual as tecnologias da informação e comunicação são pilares do poder?

No Brasil, não teremos dúvidas em responder que a população negra predomina nestas estatísticas. O pior é que esta resposta é inspirada numa ilação. Não temos dados objetivos de como os negros e negras se comportam no mundo midiático. Quantos de nós têm autorização para explorar concessões de rádio e TV no país? Quantos de nós são profissionais nas redações, nos set´s de cinema e no desenvolvimentos de novas tecnologias? Como nos apropriamos das redes sociais, games e softwares? Quantos de nós têm computador e internet em alta velocidade? Como temos participado dos meios públicos, comunitários ou estatais? Nossa produção audiovisual é referendada com fomento e tem espaço para distribuição?

Esta falta de informação sobre nossa realidade “digital” é lacuna que evita termos nosso lugar de fala consolidado até nos espaços que concentraram as mobilizações da sociedade civil, a exemplo da Semana de Democom, I Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), fortalecimento do Sistema Público de Radiodifusão, a luta pela instalação dos Conselhos de Comunicação, a campanha Banda Larga é um Direito Seu!, e a recente consulta pública do novo Marco Regulatório das Comunicações.

A dificuldade para reverter este panorama não é das menores. Passa por enfrentamento e conscientização também dentro de setores progressistas, nos quais fazemos parte muitas vezes, seja por integrar organizações, universidades, sindicatos, movimentos sociais ou mesmo pequenos empresários do setor. Eis que o Correio Nagô dedicará os próximos dias para essa missão, e com certeza, teremos resultados proveitosos em curto e longo prazo.

Pedro Caribé – jornalista, integra o Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social e o Centro de Comunicação, Democracia de Cidadania da Facom/UFBA.

FrenteCom faz reunião nesta terça (02/08)

A Cojira-DF representa da Conajira na Frente.

Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e o Direito a Comunicação com Participação Popular (FrenteCom) realiza nesta terça-feira (02/08), às 9h30, na sala de reuniões da Mesa da Câmara dos Deputados, em Brasília, reunião da coordenação da Frente, onde serão apresentados os resultados pelo grupo de trabalho e discutida a proposta de agenda para o segundo semestre.

Semana da Consciência Negra

ATO PELA SAÚDE DA POPULAÇÃO NEGRA

20 de novembro – Praça Zumbi dos Palmares – Conic
Pela implementação da Política de Saúde da População Negra no DF
Assine: http://www.petitiononline.com/saudeneg/petition.html

CIRCUITO UNIVERSITÁRIO

· 20 de novembro – 20h – Facitec

Mesa-redonda sobre a Semana da Consciência Negra

Auditório da Faculdade, em Taguatinga

· 3 de dezembro – 19h no Icesp, no Guará I

Imprensa e relações raciais

CINE COJIRA

· 21 de novembro, 20h, no Balaio Café

Exibição dos documentários

“Olhos azuis” e “Por um Fio”

FESTA QUIZOMBA

· 21 de novembro, as 22h, no Clube da Imprensa

Com DJ Josi Black

FÓRUM JORNAL DE BRASÍLIA DE IGUALDADE RACIAL***

· 25 de novembro, às 9 horas

No auditório da UDF