Câmara comemora Dia da Eliminação da Discriminação Racial

A Câmara realiza nesta sexta-feira sessão solene em comemoração do Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial, celebrado hoje em todo o mundo. A homenagem foi proposta pela deputada Janete Rocha Pietá (PT-SP) e outros oito deputados petistas.

A deputada lembra que, em 1976, a Organização das Nações Unidas (ONU) estabeleceu o dia 21 de março como um marco da luta pela eliminação da discriminação racial porque nesse dia, em 1960, ocorreu o massacre de manifestantes que protestavam contra o regime do apartheid, então vigente na África do Sul.

“Compartilhando desses ideais, a sociedade brasileira também aproveita essa data para lembrar sua multiplicidade étnica e racial e combater todas as formas de preconceito e discriminação. Esse debate se faz ainda mais relevante no Brasil, país que tem o maior contingente de descendentes de africanos no mundo e que foi um dos últimos a abolir a escravidão. A sociedade brasileira ainda convive com expressões de preconceito e discriminação que contribuem para a reprodução das desigualdades e que fazem com que enormes contingentes de negros e indígenas vivam em uma situação de exclusão”, afirmou a deputada.

A sessão será realizada às 15 horas no Plenário Ulysses Guimarães (Brasília).

Da Redação/WS

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Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão será lançada em abril

Membros da Cojira-DF, representando a Comissão Nacional de Jornalistas pela Igualdade Étnico-racial da Federação Nacional dos Jornalistas (Conajira), acompanham a Frente.

A Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e Direito à Comunicação com Participação Popular, que visa promover, acompanhar e defender iniciativas que ampliem o direito à liberdade de expressão e à comunicação, será lançada no próximo dia 19 de abril, 14h, na Câmara dos Deputados (Auditório Nereu Ramos), em Brasília.

Para os jornalistas da Cojira-DF as discussões relacionadas a produção de conteúdo equitativo e, por consequência, sobre representação e acesso aos meios de comunicação, por parte dos grupos historicamente discriminados, devem ser pautas constantes na agenda da Frente. Para isso, além de mobilizar outras organizações do movimento social negro, a Cojira-DF também estudará os projetos legislativos que se conectam ao tema.

Juliana Nunes, Rachel Quintiliano e Sérgio Pedro, membros da Cojira DF, acompanharão as ações da Frente Parlamentar.

 

Saiba mais: Frente parlamentar pela liberdade de expressão deve ser lançada em abril

COJIRA-DF promete defender os valores da cidadania e da igualdade racial

(17/09/2007 – 10:37)

Brasília, 17/9/07 – Lançada há pouco mais de 15 dias, a Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial no Distrito Federal – formada com o apoio do Sindicato dos Jornalistas de Brasília a partir da mobilização dos profissionais da comunicação – terá pela frente um enorme trabalho ao assumir compromisso de classe na defesa dos princípios da cidadania, da ética, da valorização da diversidade e de idênticas oportunidades em favor da luta pela igualdade racial. Em entrevista ao Portal Palmares, um dos idealizadores da COJIRA-DF, o professor e jornalista Sionei Leão, explica um pouco da atuação e dos objetivos dessa Comissão.
 
Portal Palmares: O que é a COJIRA e quais seus principais objetivos?
 
Sionei Leão: É uma comissão formulada no meio sindical voltada para a defesa dos valores da igualdade racial, de formulações, nesse sentido, tanto do segmento do mercado de trabalho quanto da cobertura noticiosa brasileira.
Portal Palmares: Qual a importância desta Comissão ser formada aqui em Brasília?
 
Sionei Leão: Temos que levar em conta que Brasília é a sede da República, ou seja, do governo federal. Por essa razão, estamos num setor estratégico, onde ocorrem as tomadas de decisões que afetam milhões de brasileiros, país afora, mas que têm repercussão, igualmente, na imprensa. Além disso, Brasília e o Distrito Federal contam com veículos de comunicação importantes, cursos de jornalismo, correspondentes internacionais, sem esquecermos da população negra que habita essa região, população muito expressiva.Portal Palmares: Quando surgiu a idéia de formar essa Comissão?
 

Sionei Leão: Desde o ano passado venho fazendo contatos locais e com outras regiões, sobretudo, São Paulo. No mês de maio, deste ano, passamos a nos reunir. Inicialmente foram cinco pessoas. Hoje temos quinze membros que rotineiramente comparecem às reuniões. Esse grupo é formado por profissionais de diversos segmentos, como redação, assessoria, televisão, enfim.Portal Palmares: Os próximos encontros já estão marcados?
 
Sionei Leão: Nós vamos continuar a nos reunir periodicamente, talvez a cada quinze dias. Mas o que importa, após o lançamento, é fazermos um planejamento estratégico para definir quais são os projetos e em qual prazo vamos implementá-los.


Portal Palmares: Onde e como a COJIRA pretende atuar?
Sionei Leão: Desde logo, há a noção de utilizarmos os produtos da  imprensa, da técnica jornalística, voltada para a temática das relações raciais. Por assim dizer, na minha visão, a coluna da comissão requer, invariavelmente, os conceitos de pauta, reportagem, edição, distribuição e divulgação. Nós da Cojira podemos lançar mão de produtos como jornais, revistas, livros-reportagens, sites, blogs. Há uma proposta que tenho defendido contundentemente, que é a de elaborarmos um mídia-training para ativistas sociais, sindicalistas, profissionais de comunicação, empresários, mas com ênfase nas relações raciais.

Portal Palmares: A COJIRA atua também em outros estados?
 
Sionei Leão: Fomos precedidos pelo surgimento de núcleos e comissões criadas por jornalistas de São Paulo, em 2000, do Rio Grande do Sul, em 2001, e do Rio de Janeiro, em 2003. Existe um grupo de pessoas interessadas em organizar uma estância semelhante no Estado do Alagoas e em Salvador até onde tenho conhecimento.
 
Portal Palmares: O que você acha da ausência de notícias e informações sobre a cultura afro-brasileira e sobre o próprio negro dentro das grandes mídias?
 
Sionei Leão
: Do meu ponto de vista, existe farta informação sobre a cultura afro-brasileira na mídia. O que pode ser questionado é a abordagem que se dá a essas expressões, ou seja, os estereótipos, a simplificação, enfim. A sociedade brasileira dialoga de maneira intensa com esse universo, mas com a emergência do Movimento Social Negro desponta uma nova compreensão, uma crítica pertinente e reivindicatória muito salutar, que se ampara no bojo da identidade e da diversidade. Daí a importância de termos um organismo como a Fundação Cultural Palmares cuja missão está afeta às manifestações culturais.No que se refere à imprensa, segmento que nos interessa (a Cojira) de forma mais detida, a análise é contraditória e complexa. Nos dias atuais, vigora uma insatisfação à cobertura que vem sendo dada a temática das cotas e dos quilombolas no Brasil. Ocorre que a imprensa quando cumpre o seu papel incomoda. O jornalismo existe para a crítica ao poder. O que nos cabe avaliar na Cojira é se esse contraponto não tem extrapolado a linha do razoável, se não exagera e, até mesmo, descamba para a ma fé.
Portal Palmares: O jornalismo brasileiro também é preconceituoso?

Sionei Leão: Quando usamos o termo jornalismo e imprensa é decisivo pensar que esse é um universo da liberdade e da independência. Portanto, não existe uma só voz na imprensa, se isso acontecer é o fim. Nas leituras que faço dá para perceber posturas de invisibilidade, de antagonismo, de simpatia e mesmo desprezo e descrença à questão racial. Quando as vozes são muitas e diversas, podemos contar pela imprensa com um retrato dos ramos de poder e das variantes da sociedade. Por assim dizer, a imprensa é um “varejo, não um atacado”.
Portal Palmares: A Fundação Cultural Palmares produziu há 5 meses uma pesquisa – Onde está o negro na tv pública? Nele há algumas revelações já sabidas, como a baixa inserção de profissionais negros na tv pública, a baixa veiculação de programas voltados para a população negra ou com temática afro. Gostaria de saber o que o senhor acha sobre os dados lá apresentados.
 
Sionei Leão
: Essa pesquisa merece elogios, pois foi feita de modo sério e metodológico. Aliás, abordar relações raciais amparadas em estatísticas é uma conquista de uma mentalidade do Movimento Negro de décadas passadas, justamente, para conseguirmos mais qualidade na análise. A pesquisa a que você se refere tem esse mérito, mais do que isso, o estudo mostrou que os jornalistas negros estão pouco presentes nas redações televisivas, o que não espanta, mas é decisivo verificarmos isso a luz de dados.
Portal Palmares: Por fim, gostaria de saber quem compõe a presidência e diretoria da COJIRA.

Sionei Leão:  Nós não temos ainda uma direção. Esse é um passo futuro. Em reuniões anteriores chegamos a esboçar a estrutura de subcomissões, cada uma cuidando de áreas específicas, creio que isso ocorrerá no curto prazo, mas o que importa é garantirmos a cultura da participação e da horizontalidade das decisões.


Mais informações sobre a Cojira-DF, acesse:
www.cojiradf.wordpress.com

Sindicato dos Jornalistas do DF cria comissão para promover igualdade racial

Isabela Vieira
Repórter da Agência Brasil 

Brasília – Ao propor uma discussão sobre o racismo e também incentivar profissionais negros a entrarem no mercado de trabalho, o Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal lançou hoje (27) a Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojira-DF).

O Censo de 2000, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aponta que o jornalismo está entre as profissões com a menor proporção de negros no país: 15,7%.

A jornalista Jacira Silva, integrange da Cojira, explicou que além de defender mais espaço no mercado, a Comissão capacitará profissionais, tanto para assessorias de imprensa quanto para reportagem. E que utilizará as técnicas jornalísticas aliadas à questão política para colocar o tema da igualdade racial na pauta dos veículos de comunicação.

“Os negros são mais de 50% da população. Não podem ser invisíveis”, afirmou. Segundo Jacira Silva, poderão inclusive ser elaboradas cartilhas para evitar o uso de expressões “racistas e sexistas” na imprensa. “Na justificativa de que são conceitos introjetados na sociedade, utilizam-se expressões como ‘a coisa tá preta’ ou ‘mercado negro’ – uma associação do negro a algo negativo”, completou.

O jornalista Sionei Leão ressaltou que a Comissão servirá, ainda, para fazer um contra-ponto à imprensa. “As políticas [afirmativas] cresceram muito nos últimos anos. Em razão disso, acabam criando resistência e adversários. No entanto, é necessário fazer um contra-ponto, pois há exageros”, disse. Para ele, “é legítima a atuação da imprensa no sentido de questionar as medidas”.

A iniciativa, na opinião do professor Nelson Olokafá Inocêncio, da Universidade de Brasília, poderá contribuir para melhorar a cobertura de temas ligados à igualdade racial, além de propor uma discussão sobre a diversidade cultural do país e sobre a dimensão do racismo na sociedade.

 “A Cojira será um instrumento para estimular os jornalistas e a sociedade a fazerem um debate qualificado e não baseado em questões emotivas”, defendeu.
 

Jornalistas lançam Comissão pela Igualdade Racial no DF

Observatório do Direito à Comunicação
31.08.2007
A desigualdade racial, a violência enfrentada pelos afrodescendentes e os direitos das comunidades quilombolas ainda estão à margem da pauta dos meios de comunicação no Brasil. Para sensibilizar os profissionais de comunicação sobre esses temas, foi lançada esta semana a Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial do Distrito Federal (Cojra-DF).Criada com o apoio do Sindicato dos Jornalistas, a partir da mobilização de profissionais negros, a comissão pretende formular propostas de inclusão racial nas próprias redações, promover cursos, apoiar estudos e destacar como fontes qualificadas de informação pesquisadores, lideranças e ativistas negros.Um dos integrantes da comissão, o jornalista e professor do Instituto de Educação Superior de Brasília (Iesb) Sionei Leão, lembra que já existem duas comissões (São Paulo e Rio de Janeiro) e um núcleo (Rio Grande do Sul) atuando no sentido de envolver os profissionais e estudantes de comunicação na temática racial.“Acreditamos que a criação da Cojira no DF, até pela proximidade do poder político, ajudará a nacionalizar esse esforço. É necessário que haja um contraponto à cobertura descontextualizada que vem sendo feita sobre ações afirmativas, racismo e luta das comunidades quilombolas”, defende Sionei Leão.Integrante da Cojira de São Paulo, Paulo Vieira Lima propõe a realização de debates nos sindicatos dos jornalistas na Semana da Consciência Negra, em novembro. “Existe uma disposição da Federação Nacional de Jornalistas para colocar a temática racial em discussão e precisamos cobrar cada vez mais esse envolvimento”, diz Lima.Representante do Núcleo de Jornalistas Afro-brasileiros do Rio Grande do Sul, Vera Dayse Costa afirma que os jornalistas estrangeiros, especialmente norte-americanos, estranham a desinformação dos profissionais brasileiros sobre a realidade da população negra. “Precisamos provocar essa discussão, é uma luta de todos”, lembra Vera Dayse. 

 

De acordo com a representante da Cojira-RJ, Sandra Martins, os sindicatos dos jornalistas de Alagoas e da Bahia devem criar em breve centros ou núcleos de discussão sobre a temática racial. “Estamos dando passos lentos, mas muito firmes”, avalia Sandra. “Precisamos colocar o tema na agenda social. E, ao mesmo tempo, negociar, com as empresas de comunicação, cláusulas trabalhistas com enfoque racial.”Para Ismael José César, da direção nacional da Central Única de Trabalhadores (CUT), a conscientização dos jornalistas sobre o racismo no Brasil é fundamental para que o país avance na discussão.“A Globo cometeu um crime ao abordar a questão dos quilombolas de forma descontextualizada. Os protestos do dia 5 de outubro, quando a concessão da Globo vence, envolvem esse questionamento”, afirma o sindicalista. “Não vamos alcançar a democracia plena enquanto trabalhadores brancos tiveram salários maiores que trabalhadores negros, mais acesso à água potável e outros serviços públicos.”Racismo discursivo 

 

Em palestra realizada na Universidade Católica de Brasília (UCB) durante a semana de lançamento da Comissão de Jornalista pela Igualdade Racial do DF (Cojira-DF), o jornalista da TV Senado e pesquisador André Ricardo, integrante da comissão, apresentou os resultados de um estudo sobre a cobertura da imprensa a respeito das cotas nas universidades. “O foco das matérias está mais nas alterações que o vestibular passa a partir das cotas do que na explicação e no debate sobre políticas afirmativas e de reparação”, avalia André Ricardo, mestre em Comunicação e doutor em Lingüística pela Universidade de Brasília (UnB). “Na cobertura da cotas, a imprensa, de forma geral, não é neutra. Toma partido, faz uma intervenção conservadora, um racismo discursivo.”Para o coordenador do Núcleo de Estudos sobre Questões Raciais (Neafro) da Universidade Católica de Brasília, Carlos Alberto Santos de Paula, a Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial no DF surge em um momento oportuno, no qual a temática racial encontra-se antipatizada na sociedade. “A mídia dos coronéis não tem interesse em pensar a pluralidade”, critica o pesquisador.Editor do jornal Ìrohìn, Edson Cardoso afirma que representação feita pela imprensa do movimento social negro é distorcida. Segundo ele, coloca o movimento no campo da irracionalidade e da falta de objetivos. Na última edição impressa, o Ìrohìn critica as reportagens que atribuem às lideranças negras o início de uma guerra racial. 

 

“As faculdades de comunicação devem repensar o pluralismo. Temos diversidade no nosso país, mas dificuldade de afirmar o nosso pluralismo. O racismo hierarquiza a diversidade”, avalia Edson Cardoso, ativista e mestre em Comunicação pela UnB. “Enquanto no país existem descendentes de italianos que buscam a dupla-cidadania lá fora, a população negra, afrodescendente, vive uma situação de sub-cidadania. Enquanto os negros reivindicam o direito à vida, a reação alucinada das elites e dos setores médios, que a grande mídia representa, revela o abalo no edifício da dominação racial.”
* Juliana Cézar Nunes é jornalista, trabalha na Radiobrás, é colaboradora do Ìrohìn e faz parte da Cojira-DF. 

 

 

Links
Cojira-DF : http://cojiradf.worpress.com

Cojira-SP: http://www.sjsp.org.br/cojira%20index.htm

Cojira-RJ: http://www.jornalistas.org.br/cojira.asp

Núcleo de Jornalistas Afro-brasileiros do RS: http://www.jornalistas-rs.org.br/

Núcleo de Estudos sobre Questões Raciais da UCB: http://neafro-ucb.blogspot.com/

Ìrohìn: www.irohin.org.br

Associação de Jornalistas Negros dos Estados Unidos: http://www.nabj.org/

Afropress: www.afropress.com

Sindicato dos Jornalistas do DF cria comissão para promover igualdade racial

 

Isabela Vieira
Repórter da Agência Brasil
Brasília – Ao propor uma discussão sobre o racismo e também incentivar profissionais negros a entrarem no mercado de trabalho, o Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal lançou hoje (27) a Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojira-DF).O Censo de 2000, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aponta que o jornalismo está entre as profissões com a menor proporção de negros no país: 15,7%.  A jornalista Jacira Silva, integrange da Cojira, explicou que além de defender mais espaço no mercado, a Comissão capacitará profissionais, tanto para assessorias de imprensa quanto para reportagem. E que utilizará as técnicas jornalísticas aliadas à questão política para colocar o tema da igualdade racial na pauta dos veículos de comunicação. “Os negros são mais de 50% da população. Não podem ser invisíveis”, afirmou. Segundo Jacira Silva, poderão inclusive ser elaboradas cartilhas para evitar o uso de expressões “racistas e sexistas” na imprensa. “Na justificativa de que são conceitos introjetados na sociedade, utilizam-se expressões como ‘a coisa tá preta’ ou ‘mercado negro’ – uma associação do negro a algo negativo”, completou. O jornalista Sionei Leão ressaltou que a Comissão servirá, ainda, para fazer um contra-ponto à imprensa. “As políticas [afirmativas] cresceram muito nos últimos anos. Em razão disso, acabam criando resistência e adversários. No entanto, é necessário fazer um contra-ponto, pois há exageros”, disse. Para ele, “é legítima a atuação da imprensa no sentido de questionar as medidas”. A iniciativa, na opinião do professor Nelson Olokafá Inocêncio, da Universidade de Brasília, poderá contribuir para melhorar a cobertura de temas ligados à igualdade racial, além de propor uma discussão sobre a diversidade cultural do país e sobre a dimensão do racismo na sociedade. “A Cojira será um instrumento para estimular os jornalistas e a sociedade a fazerem um debate qualificado e não baseado em questões emotivas”, defendeu.

Lançamento da comissão * (programação atualizada)

Confira a programação de lançamento já confirmada até o momento. O debate na Católica foi adiantado para a terça-feira (28). Aguarde mais informações

27 de agosto (segunda-feira)

Ato no Sindicato dos Jornalistas do DF (SIG QD 2). A partir das 19h. Participação de representantes de comissões de outros estados, jornalistas, políticos e ativistas. Exposição do fotógrafo Lecino Filho e relançamento do livro “Negra pele, sagrado coração”, da jornalista Cristina Victor. A partir das 19h

28 de agosto (terça-feira)

– Debate na Universidade Católica de Brasília (Taguatinga, auditório do bloco G). Das 9h às 12h. Participantes: Juliana Cézar Nunes (Cojira-Radiobrás), Lunde Braghini (Universidade Católica), Edson Cardoso (Ìrohìn), Ivone Ferreira (Cojira) e André Ricardo (Cojira-TV Senado)

29 de agosto (quarta-feira)

– Noite cultural no Balaio Café (201 norte). A partir das 20h. Apresentação do documentário Zumbi Somos Nós e Baile Charme com DJ Claudinho