Racismo afasta jovens negros da escola

Alunos e professores lidam com a discriminação racial já nos próprios livros didáticos. É o que pensa Anita Canavarro, coordenadora do Laboratorio de Pesquisas em Educação Química e Inclusão, da Universidade Federal de Goiás.

Numa mesa-redonda, no IV SERNEGRA, sob o tema ,“Educação das Relações Étnico-Raciais”, ela abordou como a discriminação educacional e também racial afeta diversas etnias como índios e afrodescendentes. Essa ideologia reflete-se nos livros.

Alunos pertencentes a grupos ou segmentos discriminados também enfrentam problemas como a evasão escolar já que precisam trabalhar e ajudar a família; dificuldade de cognição; casamento precoce ou gravidez indesejada.

Muitos desses alunos só podem estudar à noite. Assim, eles já vêm de uma carga horária estressante durante o dia, com horas de trabalho, locomoção etc.

Esses embaraços refletem na evasão escolar, uma vez que a escola acaba sendo menos prioritária uma vez que a escola acaba sendo menos prioritária do que a própria sobrevivência.

Segundo dados da Secretaria Municipal de Educação de Santo Antonio do Descoberto (GO), em julho de 2015, havia 350 alunos matriculados no turno noturno, no sistema de Educação de Jovens e Adultos, em todo o município, num universo de 3500 alunos aproximadamente, ou seja apenas 10%.

Desse conjunto, a maioria está na faixa de 15 a 17 anos, 25% tem entre 18 e 25 anos e 21% acima de 25 anos. A grande maioria é formada por homens ( 68%) e negros ( 83%). O fato de as mulheres serem a minoria nesse turno explica-se porque elas vêm estudando regularmente mais do que os homens nos últimos tempos, daí que a procura pela Educação de Jovens e Adultos na maioria é feita por homens.

Para pessoas com mais de 18 anos, a Educação de Jovens e Adultos é vista como mais uma chance de voltar a estudar e crescer profissionalmente, pois a educação é a única forma de se buscar uma melhoria profissional e de vida, daí que deve ser um foco na iniciativas de uma política afirmativa no combate à discriminação.

O IV SERNEGRA é promovido pelo Intituto Federal de Brasília (IFB) e propõe uma série de reflexões sobre negritude, gênero e raça.

 

Apuração, pesquisa e texto de Eduardino Alves Rodrigues Júnior sob a supervisão do jornalista

André Ricardo, na Oficina da manhã de 7/11/2015

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Sobre cojiradf
Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojira-DF), ligada ao Sindicato do Jornalistas do DF.

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